07/06/2016 - 19h39 Atualizado em 08/06/2016 - 08h42

Polícia Civil do Rio e Assembleia Legislativa fazem convênio para divulgar combate a estupro

A delegada titular da delegacia da Criança e do Adolescente vítima, Cristiana Bento, anunciou uma parceria da Polícia Civil do estado com a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) para divulgar medidas de combate ao estupro. Ela apresentou como primeiro resultado da parceria uma cartilha que incentiva as crianças a denunciar.

A polícia carioca investiga o caso de estupro de uma jovem de 16 anos, que teria sido cometido por cerca de 30 homens no último dia 21, no Rio de Janeiro.

Durante audiência pública sobre a cultura do estupro, promovida pela Alerj, a delegada Cristiana Bento defendeu uma divulgação maior do que é o crime do estupro. Ela informou que a vítima de 16 anos não tinha se dado conta de que tinha sido estuprada.

A delegada também é contra a proposta de criminalizar o crime de estupro coletivo. Ela disse que é preferível que cada um responda criminalmente separado para que não haja redução de pena.

4.700 estupros em 2015
Parlamentares e representantes de órgãos públicos citaram diversos dados sobre o aumento da violência contra a mulher. De acordo com a subsecretária de Politicas para Mulheres, Marizete de Andrade, em 2015 foram registrados 4.700 casos de estupro no estado.

Na Alerj, parlamentares querem intensificar o debate sobre a cultura do estupro. Entre as medidas, a deputada estadual Enfermeira Rejane (PCdoB) anunciou uma proposta que é apoiada por 34 deputados. Eles querem proibir a publicidade que exponha o corpo da mulher de forma depreciativa.

“As empresas que estão elaborando seu produto para ser apresentado na televisão devem ser punidas quando apresentarem dentro do seu briefing propostas que atinjam a mulher, propostas que cultivem a cultura da violência contra a mulher, do estupro da mulher, nos anúncios de televisão”, argumentou a deputada estadual.

Reportagem – Regina Céli Assumpção
Edição – Newton Araújo

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