17/04/2013 - 15h14

Deputados contrários a Feliciano anunciam saída da Comissão de Direitos Humanos

Frente parlamentar quer que presidente da Câmara reveja despachos de Feliciano sobre projetos em tramitação na comissão.

Lucio Bernardo Jr. / Câmara dos Deputados
Reunião para decidir sobre a permanência ou não na Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM)
Frente parlamentar vai conversar com outros partidos para que também se retirem da comissão.

Integrantes da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos Humanos que ainda participavam da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) decidiram se retirar do colegiado. Os deputados Jean Wyllys e Chico Alencar, ambos do Psol-RJ, e Luiza Erundina (PSB-SP), que era suplente na comissão, já haviam tomado a decisão. Nesta quarta-feira (17), foi a vez dos deputados do PT Erika Kokay (DF), Padre Ton (RO), Nilmário Miranda (MG), Luiz Couto (PB), Janete Rocha Pietá (SP) e Domingos Dutra (MA) seguirem o mesmo caminho. A saída dos parlamentares se deve à permanência do deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) na presidência da CDHM.

A ideia da frente é que o PT não indique outros parlamentares para o lugar dos que estão saindo. O Psol decidiu que não indicará substitutos. O grupo também vai conversar com outros partidos que compõem a comissão para que se retirem do colegiado.

"Estamos reafirmando nossa decisão e nossa luta para que possamos devolver a Comissão de Direitos Humanos ao povo brasileiro”, disse Kokay. “Queremos instar as lideranças partidárias para que se sintam responsáveis pelo que está acontecendo na comissão", complementou.

No início do mês, em reunião com os líderes partidários da Câmara, Marco Feliciano afirmou que não deixará a presidência do colegiado.

Relatoria questionada
A frente também vai pedir ao presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, que reveja o despacho de projetos em tramitação no colegiado. Jean Wyllys cita como “desrespeito” a oferta feita por Feliciano da relatoria da proposta (PL 4211/12) que trata da regulamentação da prostituição e do enfrentamento da exploração sexual de mulheres e crianças para o deputado Pastor Eurico (PSB-PE).

Paralelamente às ações contra a permanência de Feliciano na presidência da comissão, a frente manterá, segundo seus participantes, uma agenda de interlocução com os movimentos sociais em defesa dos direitos humanos. Entre as iniciativas previstas, está a realização do 10º Seminário LGBT no Congresso Nacional, que discutirá a liberdade de crença religiosa.

Íntegra da proposta:

Reportagem – Ana Raquel Macedo
Edição – Marcelo Oliveira

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Comentários

Maria de Fátima Menezes Lourenço | 26/05/2014 - 17h31
esse jean tem que sair do meio dos homens de bem, ele foi votado não para ser contra o homem e mulher ,ele tem um respeito pelo que o Senhor Jesus coloco na CDH tem que ter um homem de Deus para o Brasil está livre dessa vergonha.
rosilei rodrigues | 24/04/2013 - 08h29
concordo com o Sérgio ferrari e os demais melhor sozinho do que mal acompanhado. Vcs seus covarde não querem que vira a lata de lixo pode feder, certo? Mas vamos a luta pelo um pais limpo sem tantas leis absurda que ate envergonha nós brasileiros.... Somos brasileiros limpos e não desistimos nunca por melhoras... paçam bem seus engnorantes Jean temta voltar pro bbb pena que vc vai sair no 1 paredão
Franco Neri | 21/04/2013 - 16h32
Parabéns a todos os deputados e deputadas que deixaram a CDHM. Mostraram que não compactuam com os fundamentalistas que usurparam a comissão e a agora a colocam a serviço de seus próprios interesses. A CDHM perde, assim, um grande e qualificado quadro de parlamentares, que tanto fizeram pelo povo brasileiro. Abaixo os fundamentalismos e todo o ranço dos que querem calar a voz do povo! Viva a democracia e as liberdades individuais!