26/12/2018 - 17h01

Projeto estabelece que a personalidade civil começa com fecundação do óvulo

Dep. Marcos Reategui
Reategui:  permitir o aborto e institucionalizar a interrupção consciente da vida do embrião vivo significa grave violação dos Direitos Humanos

Proposta em discussão na Câmara dos Deputados altera o Código Civil (Lei 11.406/02) para estabelecer que a personalidade civil começa com a concepção do embrião vivo – a partir da fecundação do óvulo.

Na prática, o texto pretende equiparar o embrião vivo ao ser humano já nascido, conferindo a ele todos os direitos previstos no ordenamento jurídico brasileiro. O período embrionário termina na 8ª semana após a fecundação, quando o embrião passa a ser denominado feto.

O texto atual do Código Civil estabelece que a personalidade civil começa com o nascimento com vida; resguardando-se, desde a concepção, os direitos do feto.

Autor do Projeto de Lei 10774/18, que traz a alteração, o deputado Marcos Reategui (PSD-AP) sustenta que a vida humana se inicia com o embrião vivo. Para Reategui, permitir o aborto e institucionalizar a interrupção consciente da vida do embrião vivo significa grave violação dos Direitos Humanos.

“Não tenho dúvida de que o embrião vivo e também o feto são titulares de direito e possuem dignidade, que é constitucionalmente protegida”, disse. A dignidade da pessoa humana é um dos princípios fundamentais da Constituição Federal de 1988.

Reategui cita ainda pesquisa do Instituto Datafolha segundo a qual 59% da população é contrária a descriminalização do aborto.

“Temos que eliminar de uma vez por todas as discussões jurídicas sobre o início da vida, e a vida em perspectiva se inicia com a concepção do embrião vivo”, conclui.

Tramitação
O projeto será analisado conclusivamente pela comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta:

Reportagem – Murilo Souza
Edição – Rachel Librelon

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Comentários

Ícaro Warley Sousa Da Silva | 26/02/2019 - 18h03
O aborto é uma discussão complexa, de fato a vida se inicia apartir da fecundação, levando em conta a explicação científica, mas o aborto é uma questão social e econômica, existem mulheres que não tem poder sobre seu corpo, mulheres que tem o seu corpo apenas para reprodução, mulheres que vivem em extrema pobreza e não tem condições de criar um filho com dignidade. Continuar criminalizando o aborto é uma questão que fere os direitos humanos, por indiretamente, ou até mesmo diretamente, levar as mulheres a clínicas clandestinas onde muitas vezes as mesmas perdem a vida, o seja um homicídio.