11/01/2017 - 16h17

Presidente da Comissão de Direitos Humanos critica terceirização em presídios

Saulo Cruz/Câmara dos Deputados
Dep. Padre João (PT - MG) concede entrevista
Padre João: a terceirização é um processo perverso que não cabe o no sistema prisional

O presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, deputado Padre João (PT-MG) criticou o que considera omissão do Estado em relação ao sistema penitenciário brasileiro. Após diligência aos presídios de Manaus (AM), ocorrida nesta terça-feira (10), ele citou a percepção dos presos e dos familiares com a precarização dos serviços prestados depois da terceirização dos presídios.

"É um consenso assustador, pois a gente percebe que todo o processo está falido e precisa de correções urgentes em todo o sistema - e tudo o que envolve também a vida do preso. Porque o sistema ficou mais violento quando foi terceirizado", disse Padre João.

A comissão foi a Manaus para verificar a situação dos presídios que passaram por rebeliões, resultando em 64 mortes. O colegiado visitou o complexo penitenciário, as famílias dos detentos e fez reuniões com autoridades.

Segundo o presidente da comissão, quando uma empresa ganha a terceirização ela "quarteiriza" determinado serviço. "Você precariza ainda mais; o serviço é pior porque o lucro deve ser maior. Então, é um processo de fato perverso que não cabe no sistema prisional", enfatizou o deputado.

Alimentos
Padre João disse ainda que a comissão conseguiu liberar a entrada de alimentos para complementar as refeições dos internos, prática comum antes da rebelião e da tragédia. Para o parlamentar, apenas encarcerar não é a solução.

"Mas vai ficando cada vez mais claro que não basta encarcerar. Nós temos que garantir de fato a recuperação dessas pessoas, pois as pessoas que estão no presídio saem muito mais fortalecidas pelas facções criminosas doutrinadas, e saem com tarefas muito bem definidas por essas facções que controlam os presídios."

O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) também participou da comitiva da comissão de Direitos Humanos e Minorias. Os deputados têm agenda nesta semana também em Boa Vista (RR), onde morreram mais 33 presos. De acordo com Padre João, o tema será objeto dos trabalhos da comissão a partir de fevereiro.

Reportagem - Luiz Gustavo Xavier
Edição - Sandra Crespo

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Comentários

Renato | 12/01/2017 - 18h39
Polícia Penal já, aprovação urgente a pec 308/2004
Erasmo Neto | 12/01/2017 - 11h53
Jesus de Nazaré é o exemplo.Onde esta documento que Ele fundou,Templos,Escolas ou Universidades?Mesmo após ser Batizado ou aceito,continuou ensinando,nas sinagogas,nas estradas,nos montes,todos igualmente sem distinção de castas ou classes;foi por isso que foi condenado a morte?Se fosse hoje Ele seria degolado?Fazer o bem ofende diretamente os ignorantes obsediados pelo pseudo poder?Lei de causa e efeito,pelo efeito podemos eliminar a causa.Desculpem-me,mas a minha educação foi nas estradas e motorista de caminhão percorre dos palácios as favelas,mesmo embarcado em balsas para chegar a Manaus.
Erasmo Neto | 12/01/2017 - 11h00
É direito humano que,com diploma universitário ter prisão especial.A corrupção tem por base essa lei?Analfabeto funcional fica a merce dos degoladores?Ditados populares:corvo não come corvo; o honesto sempre paga.Verdades Bíblicas:O templo sois vós;conheça a verdade e esta de libertara.Libertara das fantasias mentais criadas pelos Templos organizados com direito humano legalizado na imunidade tributária?Em Curitiba, a operação lava jato destina presos para prisões especiais.Verdade ou mentira?