09/03/2004 - 17h00

Consumidor pode ser advertido sobre gordura trans

O deputado Sandes Júnior (PP-GO) é autor de um projeto (PL 2356/03) que pretende obrigar as empresas a identificar nas embalagens de alimentos o nível de gordura trans. Essa gordura é obtida com a hidrogenação dos óleos vegetais, ou seja, com a adição de hidrogênio nesses óleos, que permite que fiquem sólidos mesmo à temperatura ambiente, como no caso das margarinas e recheios de biscoitos. A gordura trans é utilizada para acentuar o sabor e aumentar o prazo de validade de alguns alimentos. Suas principais fontes são margarina, salgadinhos de pacote, pipocas para microondas, bolachas e lanches fritos.
"As gorduras trans não têm recebido a mesma atenção popular que as gorduras saturadas", lamenta o autor da proposta. No entanto, elas são tão prejudiciais à saúde quanto as gorduras saturadas, capazes de entupir artérias e aumentar os níveis do mau colesterol.

Exemplo norte-americano
A proposição sugere que as informações sobre a quantidade de gorduras trans venham logo abaixo das relativas ao nível de gorduras saturadas.
Sandes Júnior ressalta que, nos Estados Unidos, o órgão responsável pelo controle da qualidade dos alimentos (o Food and Drug Administration - FDA) já exige que as embalagens tragam informações sobre o nível de gordura trans.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) editou, no final do ano passado, uma resolução (360/03) determinando que os rótulos nutricionais relacionem a quantidade de gorduras trans contidas no alimento. A resolução concede prazo até 31 de julho de 2006 para as empresas se adequarem à nova norma.

A favor
O relator da matéria na Comissão de Economia, Indústria e Comércio, deputado Dr. Benedito Dias (PPB-AP), sugere a aprovação do projeto. "A ausência de informações nos rótulos impede que os consumidores tenham conhecimentos necessários para alterar seus hábitos alimentares", afirma.
O parecer do relator ainda precisa ser votado pela Comissão de Economia. Em seguida, a proposta será encaminhada para análise da Comissão de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Redação.
Como o projeto tramita em caráter conclusivo, será encaminhado direto para o Senado Federal após a aprovação das comissões.

Reportagem - Natalia Doederlein
Edição - Patricia Roedel


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