11/04/2012 - 17h33

Internautas pedem educação para a privacidade e criticam publicidade direcionada

Internautas que participaram virutalmente da audiência pública da Comissão do Defesa do Consumidor sobre a nova política de privacidade do Google sugeriram a promoção da “educação do usuário para a privacidade”. Além disso, um participante criticou o uso de informações privadas fornecidos na internet para publicidade direcionada, chamada por ele de “neuromarketing”. Outra internauta pediu políticas públicas contra o spam (mensagem eletrônica não solicitada enviada ao usuário).

O advogado do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), Guilherme Varella, afirmou que as empresas não contribuem para a educação do usuário. “A linguagem é, em geral, inacessível ao consumidor”, disse. Ele informou que o Comitê Gestor da Internet já regulamentou a questão do spam.

Em relação ao “neuromarketing”, Varella criticou a lógica do Google de coleta de dados. “A lógica é: coletamos todos os seus dados ao menos que você diga expressamente que não queira”, explicou. Segundo ele, deveria ser o contrário: o usuário deveria autorizar expressamente que seus dados fossem coletados.

O coordenador-geral de Supervisão do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) do Ministério da Justiça, Danilo César Doneta, salientou que o “neuromarketing” atinge o consumidor fora da linha de consciência, o que é proibido pelo Código de Defesa do Consumidor.

A audiência já foi encerrada.