18/06/2019 - 13h01

Greenwald é convidado para falar no Conselho de Comunicação

O Conselho de Comunicação Social do Congresso Nacional aprovou nesta segunda-feira (17) a vinda do jornalista norte-americano Glenn Greenwald, editor do site The Intercept, cuja subsidiária brasileira vem publicando desde o dia 9 de junho, conversas mantidas através de redes sociais pelo ex-juiz Sergio Moro — hoje ministro da Justiça — com procuradores da Lava Jato entre os anos de 2015 a 2018.

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, na semana passada, o ministro disse "não reconhecer autenticidade" das mensagens, que evidenciariam a condução política da operação contra o PT e o ex-presidente Lula, segundo o site de notícias de Greenwald.

A audiência com o jornalista ficou agendada para o dia 1º de julho.

A iniciativa de chamá-lo partiu do representante da sociedade civil no Conselho, o advogado Miguel Matos. “O imbróglio em torno do que vem sendo divulgado pelo The Intercept é algo sem precedentes na história brasileira. E Greenwald tem dito que vem sofrendo inúmeros atentados ao livre exercício do jornalismo. É preciso então que ele venha aqui e esclareça o que vem acontecendo.”

Fake news
Na mesma reunião, o conselho aprovou relatório que pede aprimoramentos no Projeto de Lei 559/19, apresentado pelo deputado Paulo Pimenta (PT-RS) e em análise na Câmara dos Deputados. O projeto busca incluir uma disciplina específica nos currículos dos sistemas de ensino médio e fundamental, tratando sobre a utilização ética das redes sociais e contra a disseminação das notícias falsas (fake news).

O relatório defende que a educação sobre uso das redes sociais, nos ensinos médio e fundamental, se dê em sinergia com diretrizes já estabelecidas pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC) a diversas disciplinas ligadas aos currículos de ciências sociais e da natureza.

Da Redação – ND
Com informações da Agência Senado

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Comentários

Rosângela Barbosa Gomes | 27/06/2019 - 17h43
O que este sujeito tem a dizer? Está associado a hackers que roubaram conversas e as divulga a conta-gotas, fora do contexto, no intuito de prejudicar a Operação Lava Jato e o Ministro Moro. Material conseguido ilicitamente não vale como prova, mesmo no país das jabuticabas. Se estivesse agindo de boa-fé já teria entregue todas gravações e prints que diz possuir à autoridades para que fosse atestada e certificada a autenticidade do material, mas prefere os holofotes e agir sorrateiramente. Quem garante que não houve manipulação, inserção ou alterações no material que divulga? Crédito zero.
Delfino Theilacker | 27/06/2019 - 17h28
Vou falar só uma vez e nunca mais....... Quando aparece gente honesta no governo aí todo mundo que está pendurado na política e vive dela, sem trabalhar, se revela... aparecem só criticando tudo que é bom e honesto para o povo brasileiro, é mídia corrupta, globo despencando, partidos ladrões obstruindo tudo.... Será que tem poucos honestos nessa terra tupiniquim.....???.
Carlos Furquim | 27/06/2019 - 14h52
Quer dizer, o sujeito obtêm informações de maneira irregular, o que pressupõe crime e, é convidado pelos deputados para falar? Não precisamos mesmo desses parlamentares.