30/09/2013 - 18h24

Comissão vai investigar denúncias de falta de higiene em abatedouros

Arquivo/ Leonardo Prado
Ricardo Tripoli
Tripoli determibou que fosse fiscalizado o Ministério da Agricultura, e não a Anvisa.
A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável vai apurar denúncias relativas a abatedouros que operam sem condições de higiene e sem cuidados ambientais. A fiscalização foi proposta pelo deputado Sarney Filho (PV-MA), por meio da Proposta de Fiscalização e Controle 117/13, que foi aprovada pela comissão na última quarta-feira (25).

Segundo Sarney Filho, em março deste ano a imprensa tornou público trabalho realizado pela ONG Amigos da Terra – organização ambiental mundial, que visitou 280 abatedouros em oitos estados brasileiros –, o qual revelou a falta de higiene nos estabelecimentos. “Bovinos e suínos estão sendo abatidos em ambientes absolutamente sujos, poluídos”, destacou o deputado.

Ele alerta para o risco de doenças para o ser humano e denuncia ainda crueldade no abate dos animais. “Foi observado que a fiscalização veterinária não ocorre, ou se faz de modo tolerante com as irregularidades”, complementou.

Relatório prévio
O relatório prévio do deputado Ricardo Tripoli (PSDB-SP) foi pela implementação da proposta. Porém, ele alterou o órgão a ser fiscalizado: em vez da Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa), com proposto por Sarney Filho, será investigado o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, por omissões na fiscalização dos abatedouros.

“No caso específico dos abatedouros, o órgão federal de fiscalização é o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o qual, por intermédio da Secretaria de Defesa Agropecuária, age sobre os estabelecimentos que realizam comércio de carnes interestadual e internacional”, explicou Trípoli.

Conforme o plano de trabalho apresentado por Tripoli, a investigação terá por objetivo avaliar: a procedência das denúncias da ONG; a eficácia das ações do ministério; e se a legislação vigente é suficiente para coibir os desvios de conduta. Ele estima em 180 dias o prazo para realizar esses levantamentos.

Íntegra da proposta:

Reportagem – Lara Haje
Edição – Rachel Librelon

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