22/07/2019 - 16h49

Governo bloqueia mais R$ 1,443 bilhão do Orçamento deste ano

Relatório bimestral divulgado nesta segunda-feira pela equipe econômica reduziu ainda mais a previsão de crescimento do PIB em 2019, para 0,8%. No bimestre anterior, o dado já havia sido reduzido de 2,2% para 1,6%

A equipe econômica do governo federal anunciou nesta segunda-feira (22) o contingenciamento de mais R$ 1,443 bilhão do Orçamento deste ano. Em março, foram bloqueados R$ 34,955 bilhões, que incluíram uma reserva de R$ 5,373 bilhões para pleitos dos ministérios. Esses recursos serão exauridos agora, daí o contingenciamento. O bloqueio nas despesas do Executivo supera R$ 31,025 bilhões.

Luis Macedo / Câmara dos Deputados
Ministérios visto das janelas do congresso - Esplanada dos Ministérios
Ministérios que serão afetados pelo novo contingenciamento só serão conhecidos na próxima semana

Esses números foram divulgados nesta tarde pelo Ministério da Economia, por meio do Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas com dados de maio e junho. Com esse novo bloqueio de despesas discricionárias, a equipe econômica busca os recursos necessários para cumprir a meta fiscal prevista para este ano – um déficit primário de R$ 139 bilhões.

Os ministérios que serão afetados pelo novo contingenciamento só serão conhecidos na próxima semana. No primeiro bloqueio, os mais afetados foram os de Minas e Energia; e da Educação. Diante de protestos, o governo devolveu parte dos recursos para o da Educação, já que as universidades e institutos federais enfrentaram problemas para quitar despesas do dia a dia.

Indicadores econômicos
O relatório bimestral divulgado nesta segunda-feira trouxe nova revisão de alguns indicadores. A equipe econômica reduziu ainda mais a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano, para 0,8%. No bimestre anterior, o dado já havia sido reduzido de 2,2% para 1,6%.

No caso da inflação oficial, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a taxa esperada é de 3,8%, abaixo da previsão anterior (4,1%) – a meta deste ano é 4,25%. A taxa de juros Selic média para 2019 caiu para 6,2%, ante os atuais 6,5%. O Comitê de Política Monetária do Banco Central mantém esse patamar da Selic, o menor da história, desde março de 2018.

Conforme o relatório, no terceiro bimestre tanto as receitas como as despesas previstas para este ano foram reavaliadas para baixo. O déficit primário do governo central – que abrange as contas do Tesouro Nacional, da Previdência Social e do Banco Central – aumentou em R$ 2,486 bilhões em maio e junho, em relação aos dois meses imediatamente anteriores.

Reportagem – Ralph Machado
Edição – Marcelo Oliveira

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