17/06/2019 - 21h27 Atualizado em 17/06/2019 - 22h10

Deputados tentam acordo sobre votação de nova Lei de Licitações

O Plenário continua a sessão com a análise de requerimentos de obstrução da oposição em torno do projeto da nova Lei de Licitações (PL 1292/95). A oposição defende que a votação da matéria ocorra somente nesta terça-feira (18), juntamente com outras três propostas sobre assuntos relacionados ao desastre de Brumadinho (MG), provocado pelo rompimento de uma barragem da Vale no começo deste ano nas proximidades dessa cidade.

Em razão de não haver um acordo fechado plenamente entre os partidos, a 1ª secretária da Mesa, deputada Soraya Santos (PL-RJ), colocou em análise requerimento de adiamento da votação da matéria por duas sessões.

Segundo informaram alguns líderes, uma reunião foi marcada para amanhã, a fim de se tentar fechar um acordo em torno desses temas.

Opiniões
O possível cronograma de votações divide opiniões entre os parlamentares.

Vice-líder do PSDB, o deputado Domingos Sávio (MG) afirmou que um acordo para votar as propostas somente na terça-feira (18) não é viável por causa da retomada das discussões da reforma da Previdência (PEC 6/19) na comissão especial. A reunião do colegiado está prevista para às 9 horas.

"Uma vez iniciada a Previdência, fatalmente não haverá Ordem do Dia do Plenário. Fazer acordo para amanhã é trabalhar no campo das utopias”, declarou. “Precisamos trabalhar com objetividade.” disse. Ele acrescentou que não chegou a acontecer nenhum acordo na reunião de hoje mais cedo entre líderes partidários e o relator da nova Lei de Licitações.

Vice-líder do PT, o deputado Afonso FLorence (BA), por lado, disse que havia acordo para a votação do PL 1292/95 e três projetos relacionados ao desastre ocorrido em Brumadinho (MG) no início do ano. "Será votado tudo amanhã. Primeiro, o texto da licitação e depois os de Brumadinho", comentou.

Segundo o deputado Júlio Delgado (PSB-MG), é um absurdo a Câmara não votar propostas para garantir mais segurança na mineração brasileira. “Não queremos parar a mineração, porém que tem de ter segurança. Quantas vidas vocês querem mais para votar projeto que dê um mínimo de dignidade ao povo afetado pela tragédia?", questionou.

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Reportagem - Eduardo Piovesan e Tiago Miranda
Edição - Marcelo Oliveira

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