15/05/2019 - 17h42

Para Maia, Brasil vive “encilhamento fiscal” com orçamento cooptado por entidades

Em palestra a empresários, presidente da Câmara listou medidas para serem avaliadas depois da reforma da Previdência

William Volcov
Rodrigo Maia - NY - Nova Iorque - Lide Brazilian Investiment Forum
Rodrigo Maia disse que o problema do Brasil não está na PEC do teto, mas nas despesas obrigatórias

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, afirmou nesta quarta-feira (15) que o Brasil vive um “encilhamento fiscal e social” por conta do índice de despesas obrigatórias do governo federal. Em palestra a investidores nos Estados Unidos, ele defendeu a redução da estrutura para aumentar a eficiência do Estado e rechaçou soluções baseadas em intervenções na economia.

Rodrigo Maia voltou a destacar a necessidade de aprovar a reforma da Previdência e listou ainda uma série de medidas que deverão ser analisadas em seguida para consolidar o desenvolvimento econômico brasileiro – como a reforma tributária, a elaboração de novas políticas de investimento, fortalecimento das instituições de controle e de fiscalização, parcerias público-privadas e concessões. Ele também declarou que pretende votar o projeto anticrime do governo federal no final do semestre.

“O orçamento público foi cooptado, nos últimos 30 anos, por corporações públicas, mas também privadas, e nós chegamos a este encilhamento fiscal, caminhando rapidamente para um colapso social”, definiu. Encilhamento foi a forma como ficou conhecida a crise financeira ocorrida no Brasil a partir de 1890, motivada pela política econômica do governo Deodoro da Fonseca.

“A aprovação da PEC que definiu o teto dos gastos públicos recebeu muitas críticas, especialmente da oposição ao governo Temer, que dizia que a PEC reduziria investimentos em saúde e educação, e eu sempre defendi que o problema do Brasil não está na PEC do teto, mas exclusivamente no montante de despesas obrigatórias do governo federal, que a cada ano cresce, e hoje representa quase 95% de todo o orçamento primário do governo”, disse.

Rodrigo Maia também declarou que muitas leis brasileiras são “atrasadas” para beneficiar a burocracia em detrimento dos investimentos privados. “Muitas leis são atrasadas não pela incompetência do Parlamento ou pela vontade do Executivo, mas porque segmentos da sociedade se interessam que elas sejam assim, pois geram mais repartições públicas, geram maior responsabilidade dos cartórios em decisões que com a tecnologia de hoje não precisava mais existir”, comentou.

Da Assessoria de Imprensa

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Comentários

Eduardo Campos | 16/05/2019 - 10h36
Tinha dita a Presidente Sra. Dilma que ela ganhou a eleição em 2014 mais respeitasse os antagônicos a ela, agora digo o mesmo, existem brasileiros antagônicos ao Bolsonaro, e ele tem que respeitar o contraditório, ou respeita ou não governa, não existem nos ''postulados do oleteve" nada que justifica maioria absoluta, nos não somos obrigados a concordar com uma só linha de pensamento, ou discutem e chegam ao denominador comum ou não governa, Maia esta correto e não é um problema de nova ou velha republica, é um problema do Brasil e nos brasileiros temos que resolvê-los e PONTO.
weberson | 16/05/2019 - 09h59
Gostaria de saber quais Leis são atrasadas e impedem o crescimento da economia- se é que com Lei que deveria regular a economia pode Crescer. o que vejo é falta de planejamento e estratégia restrita a situações políticas que levam a vírgulas, exceções e embargos judiciais estranhos. Exemplo: melhoraram uma Estrada em Ribeirão das Neves e em dado momento houve embargos do IBAMA e do Proprietário para desabrigar...na teoria do bom planejamento e eficiência deveriam ter começado com licença ambiental e dialogo para desabrigar.
Mario Augusto Barros Mirra | 16/05/2019 - 07h23
Quando 57 milhões de votos vencem um plano de governo ele precisa ser respeitado. Os parlamentos brasileiros não trabalham para a sociedade mas lhe impõe IMPOSTos para sustentar uma máquina viciada e corrupta. A covardia com o presidente eleito está sendo tratado pelos parlamemtos está sendo visto por nós aqui de fora. O Maia deveria falar sobre a podridão dos partidos políticos, do fundo partidário e a falta de candidaturas avulsas. Continuamos de saco cheios do parlamento brasileiro. brasileiro.