14/05/2019 - 13h37 Atualizado em 14/05/2019 - 16h56

Maia: só reforma da Previdência não garante crescimento econômico necessário

Em palestra a investidores, o presidente da Câmara defendeu reestruturação do Estado e investimentos públicos para evitar retrocesso social

Larissa Freitas
Dep Rodrigo Maia em NY
Segundo Maia, a Previdência organiza o passado, mas o Brasil tem outros problemas

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, defendeu a reestruturação do Estado e a retomada dos investimentos públicos como complementos da reforma da Previdência para impedir que o Brasil sofra retrocessos sociais. 

Durante palestra a investidores em Nova York, Rodrigo Maia afirmou que a reforma sozinha não será suficiente para promover o crescimento econômico e a geração de empregos necessários ao País. “A Previdência é uma agenda que organiza o nosso passado, para termos tranquilidade para construir o futuro, mas o Brasil tem outros problemas muito sérios que a gente até agora não foi capaz de organizar”, declarou.

“A gente vai ter que pensar uma solução para, de alguma forma, depois da reforma da Previdência, ter capacidade de ampliar gastos no Brasil. Não tem muita saída, porque vivemos 5 anos em uma recessão”, acrescentou.

Para evitar que o Brasil entre “em um colapso social muito rápido”, Rodrigo Maia cobrou a interação entre os governos federal, estaduais e municipais. “A PEC do Teto veio com o objetivo de ser a primeira de algumas reformas com [a votação da] reforma da Previdência em 2017. Como a Previdência não veio em 2017, o que veio foi a queda da inflação, por causa da recessão, estamos em uma situação um pouco difícil”, disse.

“Nós voltamos a fazer campanha contra a fome no final do ano passado, ninguém deu bola para isso, mas o Brasil tinha saído dessa agenda há alguns anos”, declarou o presidente. “A gente está com o risco de voltar, segundo um organismo da ONU, a participar de ambientes que o nosso país havia saído”, acrescentou.

Para ele, um importante passo para garantir avanços é superar a polarização política, que dificulta a deliberação de propostas e poderia ser amenizada no Legislativo. “Isso significa que, além desse ambiente mais radical, nós temos uma sociedade que está mais sofrida e está precisando que a gente consiga acelerar um pouquinho o ambiente de diálogo para que as soluções apareçam no Parlamento e no governo brasileiros”.

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Da Assessoria de Imprensa

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Comentários

rose | 21/05/2019 - 23h30
De acordo com vários estudiosos da Seguridade Social ( saúde, previdência e assistência social) existe um sistema contributivo que garante o financiamento e o custeio desse regime. De acordo com a Lei 8212/91 existem várias contribuições para manutenção da Seguridade Social, por ex, 50% dos valores obtidos de apreensões de trafico de drogas. Só para ter uma ideia, em 2018 foi apreendido cerca de 665 milhões de reais. Pq tirar de quem mais precisa? Do idoso que está preste a se aposentar, da viúva, da dona de casa que nunca trabalhou fora.
daniEL | 16/05/2019 - 10h31
Rodrigo Maia: "(...) mas o Brasil tem outros problemas muito sérios que a gente até agora não foi capaz de organizar”. Não foram capazes? Sério mesmo??? Falta só capacidade (claro, falta sim e muito) mas tb falta temor a DEUS, coragem, honestidade, seriedade, punições a corruptos q ainda estão no Congresso (e são muitos, ainda), entre outras coisas. Claro q, com temor a DEUS, quase tudo o mais viria junto. Mas, esperar isto dos esquerdistas é muito, né? Eles gostam não d liberdade, mas d libertinagem! A gente precisa/deve mudar muito a Câmara! Vamos passar o Brasil a limpo, em nome de Jesus!!!
Messias | 15/05/2019 - 17h32
Presidente RODRIGO MAIA - BRASIL. Achatando os salários de uma forma geral, fica ainda mais difícil a recuperação econômica do BRASIL,POIS SEM CLASSE MEDIA , QUEM IRÁ COMPRA OS BENS DURÁVEIS OU NÃO. OS INCENTIVOS TEM QUE ACABA DE UMA FORMA GRAL PARA TODOS OS RAMOS DE ATIVIDADES ECONÔMICAS, AQUELE QUE PRETENDA MONTAR ALGUMA INDUSTRIA QUE VENHA COM O DINHEIRO NA MÃO. ACABA COM A BOLSA FAMÍLIA E TERMOS O CONTROLE DA NATALIDADE, NÃO PODE É TERMOS UMA POPULAÇÃO DO TAMANHO QUE TEMOS E MENOS DA METADE PRODUZ ALGUMA COISA.