15/04/2019 - 17h43 Atualizado em 16/04/2019 - 12h03

LDO prevê reestruturação da carreira dos militares; civis não devem ter reajuste

Texto do projeto também não contempla impactos de uma reforma da Previdência

O projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2020 não contempla os impactos de uma eventual aprovação, ainda neste ano, da reforma da Previdência (PEC 6/19), mas prevê a possibilidade de reestruturação, no próximo ano, da carreira dos militares das Forças Armadas – medida que integra o projeto de mudanças no sistema de pensões da categoria (PL 1645/19).

O projeto da LDO também não prevê a possibilidade reajustes para as carreiras civis da União ou para a realização de concursos públicos. O secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, disse nesta segunda-feira (15) que esse cenário de restrição deve ser mantido até 2022, em especial devido a eventuais dificuldades na arrecadação de recursos extraordinários, diferentemente do que aconteceu nos últimos anos.

A receita líquida total realizada em 2018 foi equivalente a 21,80% do Produto Interno Bruto (PIB). O projeto da LDO indica que deverão ocorrer quedas sucessivas nesse indicador até 2022, quando a receita estimada seria de 20,69% do PIB. Já a despesa primária total, que foi de 19,80% do PIB no ano passado, terá de ser reduzida em ritmo mais acelerado para atingir 17,40% do PIB em 2022, o que resultará em um déficit primário de 0,35% do PIB, o equivalente a R$ 31,4 bilhões.

Íntegra da proposta:

Reportagem – Ralph Machado
Edição – Ana Chalub

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Comentários

Watson Harlei | 05/05/2019 - 10h57
Em tempo de paz, militar é igual a civil, não tem que ter privilégios. Pois todos, todos os trabalhadores, civis e militares, saem de casa cedo, têm responsabilidades e família para cuidar.
Luiz Claudio | 27/04/2019 - 10h52
Só fala em privilégios quem não conhece nada sobre a vida de um militar. Só tem essa opinião quem se contenta, como um papagaio, em repetir falas ditadas por quem só tem interesse em denegrir a imagem dos militares. A reestruturação é uma questão justa, corrigindo anos de achatamento.
Roberto Sarpa | 26/04/2019 - 21h17
Trabalho na Marinha do Brasil como Engenheiro de Tecnologia Militar,ETM, mas sou civil, e sou favorável a reestruturação dos militares, no entanto, não é justo nós civis ficarmos de fora dessa reestruturação, pois nossa carreira nunca teve reestruturação pelo Governo Federal, uma vez que ela não é conhecida pelo brasileiros. Grupos de engenheiros que cuidam dos Armamentos, Sistemas, navios, atividades que só é feita nas FFAA. Sem hora extra e sem fgts. Queremos reestruturação com os militares, já que temos funções equiparadas. Final de carreira Salário = Capitão, queremos teto = de Coronel.