16/01/2017 - 10h46

Comissão de Direitos Humanos entregará relatório sobre presídios ao CNJ e à OAB

Marcelo Camargo/Agência Brasil
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Neste mês, rebeliões em Manaus causaram a morte de 60 presos

O presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, deputado Padre João (PT-MG), disse que um relatório da visita feita pelo colegiado a Manaus e Boa Vista será entregue ao Conselho Nacional de Justiça, à Ordem dos Advogados do Brasil e a outras entidades.

A comissão foi verificar a situação dos presídios que passaram por rebeliões nos últimos dias.

O deputado disse que o problema principal é que o preso é submetido a condições muito precárias que o acabam sujeitando ao controle das facções criminosas. São construções inseguras, superlotação, falta de higiene e má alimentação.

Poder Judiciário
Padre João afirma que parcela da responsabilidade é do Poder Judiciário que, segundo ele, aplica muito o regime fechado, demora a analisar a situação dos presos provisórios e ainda deixa encarceradas pessoas que já cumpriram a pena.

"Os presos têm sido tratados com violência, abuso de autoridade. É rotineiro o uso de spray de pimenta, bala de borracha, ferindos os presos. Eles são tratados como bichos. Então isso revolta e não cria condições para a recuperação da pessoa", denuncia Padre João.

O deputado pede que a sociedade brasileira não desista dos presos e procure dar a eles a esperança de voltar a ter uma vida dentro da lei.

"Só numa ala que nós fomos em Boa Vista havia 800 jovens, a maioria de 18 a 25 anos. Essa é a maior população carcerária. Nós temos que investir, acreditar nessa juventude, nessa população carcerária".

Audiências públicas
Em fevereiro, na volta dos trabalhos legislativos, a situação dos presos no país deve ser objeto de audiências públicas na Comissão de Direitos Humanos e Minorias.

Reportagem - Silvia Mugnatto
Edição - Alexandre Pôrto

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Comentários

Erasmo Neto | 18/01/2017 - 08h27
Para seu conhecimento.Abandonei escolas e igreja católica,pois observava em meus parentes que,frequentavam a igreja mas não praticavam os valores ensinados na igreja.Fui motorista de caminhão e cabine recebe diretamente mais informações espontâneas. Nunca portei arma,mas forneci caronas para pistoleiros,prostitutas,..etc.Nas conversas revelavam os contratantes,isso nem as universidades tem conhecimento profundo, o que ocasiona uma deficiência na formação dos gestores da rés publica.
Erasmo Neto | 17/01/2017 - 13h46
Padre João,se todos os padres pudessem revelar publicamente as confissões recebidas e as observações internas do grupo onde estão inseridos,incluindo o sistema judiciário,muitos hoje considerados Honestos passariam a ser considerados como desonestos.Somos imperfeitos,mas perfeitos para julgar sem conhecimento basico. O relatório vai melhorar os conhecimentos em conjunto com a imprensa livre que,revelou a intenção de um dos lideres do massacre em eleger políticos.Isso vai contra o processo civilizatório do Brasil,iniciado pelos padres Jesuítas,hoje evoluído,não permitindo uso de drogas alucinóg
Iara | 17/01/2017 - 11h48
Porque os direitos humanos não vão aos hospitais ver o que está acontecendo com a população nestes atendimentos de saúde que o povo brasileiro recebe !