04/11/2011 - 09h25

Proposta prevê criação do estado do Rio S. Francisco no oeste da Bahia

Arquivo/ Leonardo Prado
Oziel Oliveira
Oziel: separação tem o apoio da população local.

Tramita na Câmara o Projeto de Decreto Legislativo 355/11, que determina a realização de plebiscito sobre a criação do estado do Rio São Francisco, que seria formado por 35 municípios do oeste baiano.

Pela proposta, o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) terá o prazo de seis meses, contado da aprovação do projeto, para realizar o plebiscito, de acordo com instruções do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Após essa etapa, o Congresso deverá ainda consultar a Assembleia Legislativa da Bahia e editar lei complementar para que o novo estado seja criado.

Estado do Rio São Francisco
O autor da proposta, deputado Oziel Oliveira (PDT-BA), explica que a região, que reúne cerca de 1 milhão de habitantes em 173 mil km², vem crescendo muito ao longo dos últimos anos, apesar de não ser considerada uma prioridade para o governo da Bahia.

De acordo com Oliveira, entre os setores de destaque da região estão a produção de algodão, de soja e de milho. O oeste baiano, segundo ele, também conta com importantes prestadores de serviço e consolida-se como uma região de grande potencial turístico.

Para o deputado, a separação tem o apoio da população local. “A maior motivação de uma região, em obter autonomia administrativa se dá, sobretudo, em razão da distância entre os governantes e a população, que se vêem prejudicados e desassistidos em suas necessidades mais básicas, impedidos de se desenvolver e assim contribuir muito mais com o crescimento do País”, explicou.

Pela proposta, os municípios do estado do Rio São Francisco serão: Angical, Baianópolis, Barra, Barreiras, Brejolândia, Buritirama, Campo Alegre de Lourdes, Canápolis, Carinhanha, Casa Nova, Catolândia, Côcos, Correntina, Coribe, Cotegipe, Cristópolis, Feira da Mata, Formosa do Rio Preto, Jaborandi, Luís Eduardo Magalhães, Mansidão, Muquém do São Francisco, Pilão Arcado, Remanso, Riachão das Neves, Santa Maria da Vitória, Santana, Santa Rita de Cássia, São Desidério, São Félix do Coribe, Serra do Ramalho, Serra Dourada, Sitio do Mato, Tabocas do Brejo Velho e Wanderley.

Tramitação
Antes de ir para o Plenário, a proposta será analisada pelas comissões da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta:

Reportagem – Carolina Pompeu
Edição – Wilson Silveira

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Comentários

Michel Pinto de Almeida | 21/06/2014 - 19h28
Se achar que divisão de um estado, pensando absolutamente em se manter por agronegócio, é bom, então o que seria então dos outros meios produtivos? Aliás, por que nenhum político ou mobilização social não propõe que as contas públicas, do novo estado, seriam viáveis, evitando um rombo maior da União? Quem fez a integração do Oeste foi a própria Bahia vinda de Salvador. Só porque vem pessoas de outros estados, como o Oziel Oliveira, que acha que assim seria melhor? Bahia una e integrada ao povo, cultura, meios de produção, àos baianos que integraram o Oeste: NÃO À DIVISÃO!!!
Professor Luiz Antônio | 19/06/2014 - 17h09
Concordo,devido a quantidade de investimentos que serão adquiridos pela região,onde mais empresas ligadas ao agronegócio aplicaram investimentos,gerando emprego e renda.
Cleiton Arosto da Gama | 11/11/2011 - 08h35
NÃO! NÃO! NÃO!JAMAIS! Enquanto essa geração de políticos do Oeste baiano estiver viva, o Oeste não pode ser inpendente. Numa geração de políticos honestos, eu concordarei.