CREDN aprova convocação do ministro das Relações Exteriores para tratar de Irã

A prática de lançar ataques contra países que não são parte direta de determinado conflito amplia de forma significativa o risco de escalada regional e compromete a estabilidade do Oriente Médio.
03/03/2026 17h13

Marina Ramos

CREDN aprova convocação do ministro das Relações Exteriores para tratar de Irã

Política Externa

Brasília – A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (CREDN) aprovou nesta terça-feira, 3, a convocação do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, para tratar de Irã. A iniciativa é do deputado Rodrigo Valadares (UNIÃO/SE). O deputado cobra esclarecimentos sobre a postura adotada pelo governo brasileiro e pelo Itamaraty por conta dos ataques do Irã contra Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Jordânia e Kuwait.

Na avaliação de Valadares, “há uma assimetria de posicionamento por parte do Brasil que suscita legítimos questionamentos quanto aos critérios diplomáticos adotados, à consistência da narrativa oficial e ao alinhamento da posição brasileira com os princípios constitucionais que regem sua atuação internacional”, observou.

Rodrigo Valadares lembrou que o Itamaraty foi ágil ao divulgar nota oficial manifestando-se contrário aos ataques realizados por EUA e Israel contra o Irã, expressando preocupação com a escalada militar e conclamando à contenção das partes envolvidas. “No entanto, a mesma agilidade não foi percebida à hora de condenar os ataques do regime iraniano contra os Estados do Golfo”.

Repúdio

Também nesta terça, 3, a CREDN aprovou Moção de Repúdio à República Islâmica do Irã em razão dos recentes bombardeios realizados contra Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Jordânia e Kuwait. A iniciativa também é do deputado Rodrigo Valadares (UNIÃO/SE).

Segundo ele, “ao longo dos anos, o regime iraniano tem sido amplamente associado ao financiamento, treinamento, armamento e apoio logístico a organizações e milícias que operam fora da legalidade internacional, como Hamas, Ansar Allah (Houtis) e outros grupos armados de caráter extremista. Esse padrão reiterado de atuação indireta, por meio de forças por procuração, somado a ações militares diretas, evidencia estratégia consistente de desestabilização regional”, explicou.

Assessoria de Imprensa - CREDN