Mais Informações sobre a Amazônia Legal

AMAZONIA LEGAL

Em termos administrativos brasileiros, a região chamada Amazônia Legal é composta dos seguintes estados: Acre , Amapá , Amazonas , Pará , Rondônia , Roraima , Tocantins , Mato Grosso e Maranhão.

Unidade da Federação –  Área Territorial (Km²)

Rondônia (237.576,17)
Acre (152.581,39)
Amazonas (1.570.745,68)
Roraima (224.298,98)
Pará (1.247.689,52)
Amapá (142.814,59)
Tocantins (277.620,91)
Maranhão (331.983,29)
Mato Grosso (903.357,91)

Total (5.088.668,44)

Fronteira Amazônica

"São cerca de 11,5 mil quilômetros de uma porosa fronteira amazônica" .(Fonte: ABIN)

Quilombolas

O projeto Nova Cartografia Social Brasileira mapeou mais de 1000 comunidades quilombolas na Amazônia Legal. São 750 comunidades no Maranhão, mais de 400 no Pará, quase 100 no Tocantins e dezenas no Amapá e no Amazonas, além de Rondônia. As próprias comunidades participam do processo de elaboração dos mapas em toda a Amazônia.

Diversidade Biológica

A superfície da Amazônia sul-americana, ou Grande Amazônia, é corresponde a 5% da superfície terrestre e à 40% da América do Sul, e é equivalente à quase metade da superfície da Europa. Abriga uma das últimas extensões contínuas de florestas tropicais úmidas do planeta, detendo cerca de 1/3 do estoque genético planetário. Estima-se que existam na região cerca de 60.000 espécies de plantas (das quais 30.000 de plantas superiores, sendo mais de 2.500 espécies de árvores), 2,5 milhões de espécies de artrópodes (insetos, aranhas, centopéias, etc.), 2.000 espécies de peixes e 300 de mamíferos.

População

A população da Amazônia Brasileira, segundo a Contagem Populacional pelo IBGE é de 23,55 milhões de habitantes correspondendo a 12,83% do total nacional, com crescimento médio de 1,64% ao ano desde 2000, quando era de 21,0 milhões. Embora a taxa de crescimento apresente-se decrescente, ela se mantém 40% acima do crescimento médio nacional. Entre 1950 e 2007, a população da Amazônia Legal cresceu 516%, ritmo muito acima da média nacional, que foi de 254%.

Indicadores Sociais

Os indicadores sociais na Amazônia Brasileira, em geral, são ruins, situando-se quase sempre abaixo da média nacional. Em relação ao mercado de trabalho, por exemplo, segundo o IBGE, enquanto a média nacional de trabalhadores com carteira de trabalho assinada em 2006 era de 31,73%, a média na Amazônia Legal foi de apenas 18,35%, sendo que todos os estados da Região apresentavam patamares inferiores à média nacional, revelando o amplo predomínio do emprego informal.

IDH Estaduais da Amazônia Legal

 

IDH Estaduais da Amazônia Legal

UF

IDH

Rondônia

0,735

Acre

0,697

Amazonas

0,713

Roraima

0,746

Pará

0,723

Amapá

0,753

Tocantins

0,710

Maranhão

0,636

Mato Grosso

0,773

Fonte: PNUD, Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil, 2000.

Saneamento Básico nos Estados da Amazônia Legal

 

Domicílios Particulares Permanentemente Atendidos (%)-2000

 

Rede Geral de Abastecimento de água

Rede Coletora de Esgoto ou fossa séptica

Coleta de Lixo

Brasil

83,2

70,6

86,6

Rondônia

38,6

46,6

69,8

Acre

47,6

44,7

71,5

Amazonas

68,5

61,2

75,8

Pará

48,2

57,0

77,8

Roraima

82,8

72,8

79,7

Amapá

69,4

27,2

91,1

Tocantins

78,4

21,6

70,4

Maranhão

60,1

53,0

60,7

Mato Grosso

65,5

34,2

75,6

Fonte: Censo Demográfico, IBGE, 2000

Terras

De acordo com os dados do Censo Agropecuário de 1996 do IBGE, 24% do território amazônico eram reclamados como propriedade privada – ressalte-se que nos Censos Agropecuários nesta categoria incluíam-se imóveis não regularizados, inclusive os localizados em áreas protegidas –, e 76% eram terras públicas. Deste total, 29% eram áreas legalmente protegidas, incluindo as unidades de conservação e terras indígenas e 47% se enquadram em outras modalidades de terras públicas e terras devolutas, pela posse das quais se engendra um quadro crônico de conflitos e violência.

Transportes

O sistema de transportes na Amazônia Legal brasileira, não obstante a grande expansão ocorrida nas últimas décadas, ainda se apresenta aquém do atendimento das demandas locais, com baixo grau de eficiência e operação em condições bastante precárias.

A rede fluvial é a mais extensa do país e uma das maiores do mundo, com cerca de 20.000 km de rios com boas condições de calado, particularmente na estação chuvosa, mas operado, em geral, com equipamento obsoleto.
Quanto à malha rodoviária, esta é bastante reduzida e, em sua maior parte, não pavimentada, concentrando-se essencialmente no Arco do Povoamento Adensado. O total das rodovias federais, estaduais e municipais totalizam 251.760 km, sendo 27.774 km pavimentados; 4.792 km em pavimentação; 61.230 implantados e em implantação e 157.964 km em leito natural.

Energia

HIDRELÉTRICA

Em relação à energia hidrelétrica, o potencial é excepcional. Para um potencial hidráulico nacional de cerca de 260 milhões MW, a Amazônia responde por 120 milhões MW, isto é, quase 50% deste potencial.
Contudo, a capacidade instalada é de 12,23milhões MW, o que perfaz 10% deste potencial, enquanto no restante do país a capacidade instalada supera os 50% (capacidade instalada de 76,5 milhões MW para um potencial de 140 milhões MW). A produção de energia elétrica na Amazônia somou, em 2004, 51,60 milhões GWh, com destaque para o Pará (31,39 milhões GWh), seguido dos Estados do Amazonas, Mato Grosso e Tocantins, todos com produção entre 4,6 e 5,5 milhões GWh.
A principal fonte de energia elétrica é a Usina Hidrelétrica de Tucuruí, com capacidade instalada de 8.400 MW. Investe-se hoje na implantação de diversas linhas de transmissão e na construção de duas grandes UHE s no rio Madeira (Santo Antônio e Jirau) com potência conjunta de 6.450 MW e em cinco UHEs no médio Tocantins, além de estudos para a implantação de UHE de Belo Monte (5.500 MW) no rio Xingu.
Importa destacar que cerca de 50% da atual produção de Tucuruí são destinados para dois grandes consumidores do setor minero-metalúrgico, a Albrás/Alunorte no Pará e a Alumar no Maranhão – a preços fortemente subsidiados; cerca de 20% para a Região Nordeste e os 30% restantes da energia produzida são destinadas para consumo residencial, comercial e das demais indústrias no Pará, Tocantins e Maranhão.

PETRÓLEO

Em relação às reservas provadas de petróleo na Amazônia Legal, em 2005 estas somavam 91,4 milhões de barris, perfazendo 0,8% do total nacional, e a produção atingia 20,6 milhões de barris, equivalente a 3,3% da produção nacional.


GÁS

No que tange ao gás natural, em 2005, as reservas provadas na Amazônia atingiam 51,5 bilhões de metros cúbicos, ou cerca de 16,8% do total nacional, enquanto a produção atingia 3,57 bilhões de metros cúbicos, cerca de 20,2 % da produção brasileira.

Grupos Indígenas na Amazônia Legal

Grupos Indígenas – Acre
População total: 9.868
· Amawáka Nawa
· Arara Nukuini
· Ashaninka Poyanawa
· Deni Shanenawa
· Jaminawa Yawanáwa
· Katukina
· Kaxinawá
· Kulina
· Manxinéri

 

Grupos Indígenas – Amazonas
População total: 83.966
· Apurinã Issé Katawixi Marimam Parintintin Tuyúca
· Arapáso Jarawara Katukina Marubo Paumari Waimiri-Atroari
· Aripuaná Juma Katwená Matis Pirahã Waiwái
· Banavá-Jafí Juriti Kaxarari Mawaiâna Pira-tapúya Wanana
· Baniwa Kaixana Kaxinawá Mawé Sateré-Mawé Warekena
· Barasána Kambeba Kayuisana Mayá Suriána Wayampi
· Baré Kanamari Kobema Mayoruna Tariána Xeréu
· Deni Kanamanti Kokama Miranha Tenharin Yamamadi
· Desana Karafawyána Korubo Miriti Torá Yanomami
· Himarimã Karapanã Kulina Munduruku Tukano Zuruahã
· Hixkaryana Karipuna Maku Mura Tukúna

 

Grupos Indígenas – Amapá
População Total: 4.950
· Galibi
· Galibi-Marworno
· Karipuna
· Palikur
· Wayampi
· Wayána-Apalai

 

Grupos Indígenas – Pará
População total: 20.185
· Amanayé Juruna Parakanã Zo’e
· Anambé Karafawyána Suruí
· Apiaká Karajá Tembé
· Arara Katwena Timbira
· Araweté Kaxuyana Tiriyó
· Assurini Kayabi Turiwara
· Atikum Kayapó Wai-Wai
· Guajá Kreen-Akarôre Waiãpi
· Guarani Kuruáya Wayana-Apalai
· Himarimã Mawayâna Xeréu
· Hixkaryána Munduruku Xipaya

 

Grupos Indígenas – Rondônia
População total: 6.314
· Aikaná Jabuti Mutum Urupá
· Ajuru Kanoê Nambikwara
· Amondawa Karipuna Pakaanova
· Arara Karitiana Paumelenho
· Arikapu Kaxarari Sakirabiap
· Ariken Koiaiá Suruí
· Aruá Kujubim Tupari
· Cinta Larga Makuráp Uru Eu Wau Wau
· Gavião Mekén Urubu

 

Grupos Indígenas – Roraima
População total: 30.715
· Ingaricô
· Macuxi
· Patamona
· Taurepang
· Waimiri-Atroari
· Wapixana
· Waiwaí
· Yanomami
· Ye’kuana

 

Grupos Indígenas – Maranhão
População total: 18.371
Awá
Guajá
Guajajara
Kanela
Krikati
Timbira (Gavião)

 

Grupos Indígenas – Tocantins
População total: 7.193
· Apinaye
· Ava-Canoeiro
· Guarani
· Javae
· Karaja
· Kraho
· Tapirape
· Xerente

 

Grupos Indígenas – Mato Grosso
População total: 25.123
· Apiaká Juruna Mehináko Rikbaktsa Yawalapiti
· Arara Kalapalo Metuktire Suyá Zoró
· Aweti Kamayurá Munduruku Tapayuna
· Bakairi Karajá Mynky Tapirapé
· Bororo Katitaulú Nafukuá Terena
· Cinta Larga Kayabí Nambikwara Trumai
· Enawené-Nawê Kayapó Naravute Umutina
· Hahaintsú Kreen-Akarôre Panará Waurá
· Ikpeng Kuikuro Pareci Xavante
· Irantxe Matipu Parintintin Xiquitano

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