Comissão realiza Seminário para discutir a qualidade da educação brasileira

Os desafios da qualidade do ensino básico, superior e exemplos de sucesso demonstrados em Seminário realizado pela Comissão de Educação
01/10/2015 18h39

O Seminário "Como Aprimorar a Qualidade no Sistema Nacional da Educação Básica e Superior", do dia 24/09, na Câmara dos Deputados, discutiu os desafios do ensino superior, básico e sucessos da educação pública.  O evento foi composto por três mesas, para debater nestas foram convidados representantes do Ministério da Educação - MEC, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas - INEP, União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação - Undime, o secretário de educação de Sobral/CE, dentre outros.

O secretário executivo do MEC, Luiz Cláudio Costa, falou sobre os métodos de avaliação da educação brasileira, disse que o Brasil tem avançado nesse quesito, porém ainda há muito a melhorar.  “Educação é um bem social, público e que demanda qualidade e compromisso do educador” ressaltou Luiz Cláudio.  Ele observou que nos últimos anos existe um grande compromisso do meio privado e público em busca da qualidade de ensino, e que a avaliação é necessária para dar subsídio e qualificar o debate sobre a educação que se almeja.

Em relação ao ensino superior, Dilvo Ilvo Ristoff, diretor de Políticas e Programas de Graduação - SESu/MEC, disse que está ocorrendo uma expansão no sistema educacional brasileiro. Em 2001, enquanto o Plano Nacional de Educação (PNE) estava sendo discutido, a taxa de escolarização líquida era de 9%, hoje esse número chega a 20% entre alunos de 18 a 24 anos.  A meta é chegar a 33% até 2016. Quando questionado sobre o nível da qualidade cair com essa expansão, ele expôs dados que comprovam que os alunos do Programa Universidade para Todos (Prouni) têm apresentado bons resultados em provas de avaliação, e destacou “Os bolsistas dão valor a oportunidade única que estão tendo e fazem o melhor para não perdê-la”.

Dilvo afirmou ainda, que tais programas estudantis são importantes e destacou, “O Prouni já formou mais de 400 mil alunos e o sistema de seleção unificada (SiSU) traz um perfil diferenciado nas universidades federais”.  O diretor garantiu que esses programas são um sucesso e que o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) é um filtro que seleciona os melhores alunos de cada escola.

Para Marta Abramo, secretária de Regulação e Supervisão da Educação Superior - SERES/MEC, não se pode pensar em ensino superior e ensino médio separadamente. Os pedidos de novos cursos de licenciatura, que formam os professores da educação básica, são menos da metade dos bacharelados. “Poderíamos dobrar o número de vagas para este curso em universidades federais, porém não haveria candidatos suficientes para preencher todas as vagas”, alegou a secretária. “É necessário criar uma estratégia para crescer e buscar atratividade para inserir os jovens em áreas importantes no país”, concluiu.

A União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação - Undime defende a implementação do CAQi e espera a transferência dos recursos do royalties do petróleo. “Para que o ensino básico atinja a meta 1 do PNE, seriam necessárias 21.000 novas unidades de educação infantil”, mostrou Rodolfo Joaquim Pinto Da Luz, representante da (Undime). Para atingir este objetivo é preciso melhorar a gestão pública e ampliar o investimento educacional “Hoje nós sabemos que quem menos investe em educação é quem mais arrecada. Apenas 20% que a União oferece e aplica em educação, 39% dos municípios, chegando a 40%, e os estados com 41% aplicados em educação” afirmou Rodolfo.

Segundo pesquisas, Sobral/CE é uma das cidades mais bem avaliadas no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), o índice de crianças de 0 a 3 anos frequentando creches na cidade chega a 40% com expectativa de atingir 75% até 2016.

O secretário de educação do município, Júlio Cesar da Costa Alexandre, exibiu algumas das experiências do sucesso local. Um dos primeiros passos para a mudança da educação foi o apoio ao professor, depois o foco se deu em um fortalecimento da gestão escolar. “Foram organizadas e realizadas seleções de diretores que tivessem características voltadas para a excelência acadêmica. Dentro da sala de aula há um investimento na alfabetização e depois na proficiência em português e matemática”, finalizou.

 

Apresentações

 Apresentação Professor Rodolfo

 Apresentação Marta Abramo

 Apresentação Secretário Julio César

 

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