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Você está aqui: Página Inicial > Responsabilidade Social > Bosque dos Constituintes > Sobre o Bosque dos Constituintes > Proposta de urbanização e paisagismo

Proposta de urbanização e paisagismo

CroquiA proposta de urbanização e paisagismo para o Bosque dos Constituintes, amparada pela robusta significação cívica e cidadã do lugar, fundamenta-se no resgate do jardim histórico e na valorização dos atributos patrimoniais associados ao entorno imediato da Praça dos Três Poderes, sítio de notório apelo arquitetural no contexto do Plano Piloto de Brasília.

O projeto considera a partição do lote reservado ao parque em três quadrantes, conforme as correspondentes vocações: (1) o Norte-Nordeste compreende aquele de natureza funcional, reservado aos acessos e ao módulo de apoio; (2) o Sul contempla a exaltação à escala bucólica proposta por Lucio Costa para a capital, promovendo a integração do Bosque dos Constituintes à vegetação de cerrado do entorno que lhe é imediato; (3) o Noroeste, que incorpora o caráter expressivo-simbólico a partir da consolidação da perspectiva em direção ao Pavilhão Nacional e ao Congresso Nacional.

Quanto aos aspectos funcionais, o zoneamento do espaço considera três áreas: (1) o bosque propriamente dito, definido pelos caminhos entremeando as árvores em Croquiseus canteiros e talhões; (2) a área de estacionamento, compartilhada com as instituições próximas; (3) os espaços lúdicos, de apoio e amenidades, compostos por pequenas praças entre canteiros, áreas educativas (Plenarinho) e o módulo de suporte, onde haverá banheiros, espaço de exposição, paraciclos e guarda de equipamentos e/ou materiais.

Para feições de circulação, a proposta baseia-se na demarcação de uma malha de calçadas e ciclovia em formato orgânico (espinha de peixe), acompanhando o desenho dos talhões preexistentes. A hierarquia do movimento é definida conforme quatro níveis de fluxo, do maior para o menor: (1) o eixoCroqui 02 central – para pedestres e ciclistas, em consonância com o realce do ponto focal do Congresso; (2) o anel externo – para pedestres e ciclistas, contornando todo o bosque e integrando-se ao Programa Cicloviário do Distrito Federal; (3) as calçadas entre canteiros – para pedestres, em sua maioria apresentando áreas de pequenas praças, para descanso e contemplação das árvores e de obras de arte inseridas em exposições permanentes ou temporárias; (4) os caminhos em pedra – para pedestres, compondo o foco lúdico do projeto.

Propõe-se que o roteiro habitual comece na área leste, a partir do espaço de estacionamento, ponto de ônibus e conexão com o sistema cicloviário. Posteriormente, os visitantes seguirão no sentido oeste, contemplando a perspectiva para a Praça dos Três Poderes, retornando por fim ao ponto de partida, após se percorrer o trajeto sugerido que revela progressivamente, por meio de estratégias de sinalização e interação, o simbolismo intrínseco à concepção do Bosque dos Constituintes.

O projeto se desenvolve conforme preceitos de acessibilidade e desenho universal, além de incorporar aspectos de respeito ao meio ambiente conforme ações de construção sustentável no uso dos materiais e na linguagem do partido arquitetônico.


Sustentabilidade, mobilidade e acessibilidade: conceitos-chave no projeto do Bosque


A proposta para o Bosque dos Constituintes é amparada por três conceitos associados que dizem respeito ao relacionamento entre o projeto arquitetônico/urbanístico e as expectativas sociais a ele vinculadas: sustentabilidade, mobilidade e acessibilidade.

Sustentabilidade
compreende um conjunto de estratégias, ações e procedimentos que estabeleçam uma relação de equilíbrio e harmonia entre o ser humano e o meio ambiente, Croqui 04 em todas as suas instâncias. Deve ser entendida numa visão ampliada que pressupõe não apenas questões de proteção e preservação da natureza, mas, sim, a promoção de inserção social, identidade e pertencimento do indivíduo em relação ao meio. Para a intervenção no Bosque, inclui, além de ações de sustentabilidade no sentido de princípios de projeto (uso de materiais reciclados, adoção de técnicas ambientalmente corretas e recuperação/proteção da coleção de árvores do jardim histórico), o estabelecimento da relação do Bosque com a Praça dos Três Poderes e, portanto, com Brasília, fortalecendo as expectativas expressivo-simbólicas do lugar, reveladas por meio da ênfase ao caráter cívico e de cidadania nele impresso.

Mobilidade, por sua vez, consiste no movimento ou na capacidade de movimento, o que, em última instância, contempla as noções de circulação e acessibilidade no espaço. Incorpora uma gama de implicações ao movimento que facilitam ou dificultam o desempenho e a realização das relações sociais que se processam na cidade ou no edifício. Tendo em vista que a vitalidade dos espaços é dependente direta da mobilidade, pode-se afirmar que ela está inserida no conceito de sustentabilidade, o que vai estabelecer, também, os diversos modos de circulação que tornarão possível a vivência, aproveitamento e uso dos espaços construídos de maneira ambientalmente adequada. Em relação ao Bosque dos Constituintes, compreende as ações que permitam o fluxo e o movimento de indivíduos no local (usos, modos de transporte, amenidades, perfis esperados etc.), o que legará a permanência e a vitalidade que garantirão o sucesso da iniciativa.

Finalmente, acessibilidade envolve a projeto_urbanistico_7capacidade de alcançar um determinado lugar em todos os níveis, em todas as instâncias. Corresponde às estratégias físicas (passeios, pavimentos, caminhos etc.) que permitirão o uso do espaço por toda a sociedade. Inclui o conceito de desenho universal, que significa um projeto do espaço que permita que todos os indivíduos, em qualquer estado físico ou sensorial, consigam apreender, utilizar e perceber os lugares. Para o Bosque, a acessibilidade inclui uma série de ações de acesso a portadores de necessidades especiais (pisos, sinalizações, rampas), considerando-se, inclusive, a proposição de um jardim dos sentidos.

Assista aqui a uma Apresentação da Proposta de Urbanização e Paisagismo (.ppt)

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