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05/08/2004 00h00

O Pasquim - A Subversão do Humor

Por meio de depoimentos dos principais criadores de "O Pasquim", como Jaguar, Ziraldo e Sérgio Cabral, a história desse jornal revolucionário

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Em 1969, ano particularmente duro no regime militar, surgiu no Rio de Janeiro "O Pasquim", tablóide que, com sua irreverência, humor e anarquia, daria uma nova roupagem e linguagem ao jornalismo brasileiro, uma forma mais coloquial à publicidade e causaria um forte abalo nos níveis da hipocrisia nacional. A TV Câmara conta no documentário "O Pasquim - a Subversão do Humor", através dos principais personagens desta história, como ele invadiu o Brasil, enfrentando a censura e a cadeia com o riso aberto, como se fosse mais uma das farras da turma de Ipanema.

Em O Pasquim, Jaguar, Ziraldo, Sérgio Cabral, Luiz Carlos Maciel, Marta Alencar, Miguel Paiva, Claudius, Sérgio Augusto, Reinaldo, Hubert lembram como se escreveu esta página da nossa história e Angeli, Chico Caruso, Washington Olivetto e Zélio como ela foi determinante para as páginas seguintes.

Ninguém ficou rico com a publicação, embora ela tenha vendido nos seus melhores tempos, entre 1969 e 1973, até 250 mil exemplares. Um volume acima do razoável, se lembrarmos que os jornais de tiragem nacional rodam hoje, mais de 30 anos depois, com toda a informatização, a facilidade de distribuição e as fortes campanhas de assinantes, cerca de 300 mil exemplares.

A verdade é que o comportamento da chamada Patota do Pasquim era tão anárquico quanto o conteúdo do jornal. E o que ganharam gastaram entre prisão, brigas, festas e altas dosagens etílicas. Bem que os militares e a elite brasileira tentaram sufocá-lo diversas vezes e de formas variadas mas, quando conseguiram, ele já havia disseminado uma nova forma de comportamento nos meios de comunicação. Como diz Jaguar, a imprensa tirou o paletó e a gravata, ou, como diz Olivetto, passamos a escrever e nos comunicar com língua de gente, do povo.

Ficha Técnica

Direção e Edição: Roberto Stefanelli
Edição e Pós-Produção: Joelson Maia
Abertura e Videografismo: Wagner Maia
Fotografia: André Carvalheira e Edson Cordeiro
Assistente: Jorge Matos
Pesquisa, Roteiro e Entrevistas: Roberto Stefanelli
Produção: Roberto Stefanelli, Karina Staveland, Guilianno Baeta, Ana Tereza Constantino e André Bessa Maia
Narração: Luiz Carlos Linhares
Direção de Cenas: André Carvalheira

Duração: 45 minutos

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Comentários

evandro da costa favacho | 04/07/2013 19h38
O documentário é ótimo. Todas as loas ao Pasquim são poucas e boas. Na época, para justificar a Censura, diziam que era um mal necessário. Mal necessário era o Pasquim, dizíamos nós, seus leitores. O Pasquim era a bíblia da parcela politizada da juventude dos anos setenta quando o acesso á informação era quase impossível. Esta juventude, formada majoritariamente por universitários (quando não havia o "sertanejo universitário")foi o primeiro segmento a ir às ruas (em 1977). O Pasquim era o contraponto à carranca e ao moralismo dos generais. Serei sempre um "pasquimaníaco"
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    Disque-Câmara: 0800 619 619