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11/05/2010 00:00

O Brasil deve intermediar o conflito nuclear iraniano? (bl.1)

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No início deste ano, o Irã anunciou que o urânio enriquecido no país passaria de 3,5% para 20%, contrariando acordo anterior que previa o processamento do mineral na França e na Rússia. A medida levantou suspeitas de que o Irã estaria se preparando para fabricar armas nucleares e os Estados Unidos propuseram sanções como forma de pressionar o governo de Teerã. A polêmica dividiu as nações. Os europeus e Israel se juntaram aos Estados Unidos; enquanto Brasil, Turquia, Rússia, China e Índia defenderam uma saída negociada.
O presidente Mahmoud Ahmadinejad advertiu que as sanções vão prejudicar a tentativa que os Estados Unidos fazem para melhorar a imagem do país no Oriente Médio. Ele se nega a deixar que as instalações iranianas sejam fiscalizadas por entidades estrangeiras, mas aceita a mediação desse conflito pelos presidentes do Brasil e da Turquia. O presidente Lula visita o Irã dia 16 de maio e vai tentar convencer a nação a dar garantias de que o urânio enriquecido será usado apenas para fins pacíficos, como produção de energia elétrica, combustível e medicamentos.
O governo brasileiro sofreu várias críticas por não apoiar as sanções americanas, internamente e em outros países. Mas para Lula, o Brasil tem condições de mediar conflitos mundiais, pela sua tradição pacifista. Além disso, o país abre as portas do mundo árabe para seu comércio externo. O Irã já se tornou o segundo maior importador de carne bovina brasileira, que cresceu 24% em relação ao ano passado. Afinal, o Brasil se arrisca em mediar o conflito iraniano? Quais são as desvantagens e as vantagens para o país? Qual o peso do país como player mundial? O presidente Lula está em busca de projeção internacional para disputar assento no Conselho de Segurança da ONU? Como ficam as relações do Brasil e Estados Unidos?
O programa Expressão Nacional dessa terça (11/05) ouviu diferentes opiniões a respeito dessa questão polêmica.

Texto atualizado em 13/05, às 9h46.

Convidados:

Dep. Nilson Mourão (PT-AC)

Dep. Bruno Araujo (PSDB-PE)

Audo Faleiro - Diplomata Conselheiro do Itamaraty

Maurício Santoro - Professor da Fundação Getulio Vargas/RJ




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