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31/05/2014 21h00

Mané de Brasília

A reforma do Estádio Mané Garrincha para a Copa do Mundo e as polêmicas questões sociais envolvidas com o maior evento do futebol

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15 de maio de 2011. Uma tentativa frustrada de demolição simbolizou o início da construção do novo estádio Mané Garrincha. Mas mesmo antes deste episódio, operários e máquinas já estavam no local colocando concreto em estruturas que começavam a despontar na paisagem.

Desse momento até o primeiro jogo da Copa das Confederações, Brasil versus Japão, uma equipe da TV Câmara acompanhou mês a mês o que se convencionou chamar de o nascimento de um gigante. Além da obra arquitetônica, o documentário Mané de Brasília mostra como a sociedade reagiu aos gastos públicos com os preparativos para a Copa do Mundo. Na etapa final, o filme acompanha o protesto que reuniu centenas de pessoas e que foi duramente reprimido pela Polícia Militar.

Em dois anos de gravação várias histórias se entrelaçaram. Uma delas é a de Eduardo de Castro Mello, arquiteto responsável pelo projeto. Ao lado do pai, o também arquiteto Ícaro de Castro Mello, Eduardo participou da construção do antigo estádio Mané Garrincha, que foi demolido para dar lugar à nova arena. O documentário retrata todas as etapas mais importantes da construção, oferecendo ao telespectador uma noção da enormidade da obra do estádio, que consumiu cerca de R$ 1,4 bilhão.

Elzi Araújo é outra personagem que participa da história da construção do “Mané”. Técnica de segurança responsável por um batalhão de operários, o depoimento da operária sintetiza o anseio de milhões de brasileiros que imaginaram que, em algum momento, a Copa seria um fator de melhoria real na qualidade de vida. Além dela, o documentário dá voz a outros operários que por ali passaram com o sonho de “quem sabe, um dia ver ali um jogo da Copa”.

Mas se a construção da obra segue sua trajetória planejada, o mesmo não aconteceu com a população que se revezou entre o aplauso e a reprovação. A TV Câmara ouviu ao longo da produção várias pessoas que acompanharam e criticam a decisão do GDF de colocar R$ 1,4 bilhão de reais só nas obras do estádio, o mais caro do País. Do outro lado estão autoridades como o governador do DF, Agnelo Queiroz, e o secretário Extraordinário da Copa, Claudio Monteiro, que justificam os investimentos no Estádio como parte de um novo modelo de desenvolvimento para Brasília.

Mané de Brasília traz à tona esta questão complexa que tem sido levantada nos diversos países que sediaram a competição da FIFA: até que ponto vale a pena receber a Copa do Mundo? Quais são os ganhos efetivos? O documentário é dirigido por Dulcídio Siqueira Neto, com imagens de Edson Cordeiro e montagem de Guem Takenouchi


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