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04/05/2018 15h00

Escravidão contemporânea

Dados da OIT revelam que cerca de 21 milhões de pessoas no mundo são vítimas da escravidão contemporânea. O Câmara Ligada debate o tema ao som da cantora Bia Ferreira.

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O regime escravocrata acabou no Brasil há 130 anos, mas o trabalho forçado ainda é uma triste realidade. Entre 1995 e 2017 mais de 50 mil pessoas foram resgatadas da escravidão em todas as regiões do país. Dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT), revelam que cerca de 21 milhões de pessoas no mundo são vítimas da escravidão contemporânea, que gera mais de 150 bilhões de lucro todos os anos. No Brasil, a exploração da mão de obra está mais concentrada nas áreas rurais, especialmente nas atividades da agropecuária, mas também presente na construção civil, confecção têxtil, mineração, serviços e trabalho doméstico. Diferente da escravidão do período colonial, hoje, a mão de obra escrava não é determinada por características étnicas, as pessoas escravizadas, em sua maioria, estão em situação de vulnerabilidade social e se iludem por promessas de emprego e melhoria de vida.

Atração musical

Bia Ferreira é cantora, compositora e atriz. Considerada uma das novas revelações de 2018, com sua voz marcante e presença de palco inconfundível, ela canta jazz, blues, soul, MPB e outros ritmos. Uma de suas composições, “Cota não é esmola”, viralizou nas redes sociais depois de uma apresentação no evento Sofar, de Curitiba. Bia já teve a oportunidade de dividir o palco com o rapper Criolo, com Nara Couto, Gloria Groove, além de fazer parcerias com grandes influências do cenário do rap feminino nacional como Preta Rara e Luana Hansen.

Convidados

  • André Spies já atuou, junto ao Ministério Público do Trabalho, em diversas regiões do País, na área da defesa dos direitos sociais. É subprocurador-geral do Trabalho e representante da Coordenadoria Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo.
  • Mateus Santana é ativista social e militante do movimento negro. Trabalha na Fundação Palmares, é membro do Comitê Gestor do Plano Nacional Juventude Viva e coordena diferentes projetos socioculturais no DF: Escola sem Racismo, Biricutico (uma produtora social) e o Slam O Beco Fala (batalha de poesia como forma de protesto).

O blogueiro desta edição será o Pedro Lemos, estudante de jornalismo e integrante do Conselho Jovem do Câmara Ligada. 

Na plateia

Estudantes do CED 04 de Sobradinho, CEM Paulo Freire e integrantes do Jovem de Expressão.

Perguntas, críticas e sugestões: Facebook, Twitter e Instagram @camaraligada, WhatsApp (61) 99620-2573 e tel. 0800 619 619.

Apresentação - Evelin Maciel e Ryla Alves