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07/03/2013 18h10

Eleição de Pastor Feliciano gera movimento do PSol para criar frente em defesa da dignidade

Diante da polêmica em torno da eleição do deputado Pastor Marco Feliciano (PSC/SP) para a presidência da Comissão de Direitos Humanos, o Psol já começou a colher assinaturas para a criação da Frente Parlamentar em Defesa da Dignidade Humana e Contra a Violação de Direitos.

Durante a sessão para eleger o deputado Marco Feliciano, parlamentares do Psol e do PT retiraram-se em protesto por conta das acusações de racismo e homofobia feita por manifestantes e setores de movimentos sociais ligados aos direitos humanos. Mesmo com a ruidosa resistência, o nome do deputado Pastor Marco Feliciano acabou sendo confirmado, por 11 votos a favor e um em branco.

De acordo com com deputado Jean Wyllys (Psol/RJ), a Comissão de Direitos Humanos foi tomada por fundamentalistas que se colocam publicamente contra as minorias.

"Tem que ficar claro para o povo brasileiro, quem estiver ouvindo este programa, que em nenhum momento a gente contestou a presença de Marco Feliciano porque ele é pastor. Na Frente Parlamentar, a gente quer que continuem os cristãos, os padres, os três padres, na verdade, o padre Antônio, o padre Tom, o padre Luiz Couto. Os evangélicos todos são comprometidos com os direitos humanos, como a Benedita da Silva, que é evangélica e tem um trabalho no enfrentamento do racismo.  O problema não é com o fato de ele ser pastor, mas contra o fato de ele se colocar contra as minorias e pelo fato de ele ter uma histórico de atuação pública e legislativa que se põe contra minorias."

Os parlamentares insatisfeitos com eleição do Pastor Marco Feliciano vão se reunir na próxima terça-feira para formalizar o nome da deputada Luiza Erundina (PSB/SP) para a coordenação da nova frente. Segundo o deputado Jean Wyllys, eles também vão avaliar com os consultores jurídicos da Casa a possibilidade de contestar a eleição. O deputado também não descartou a retirada de vários integrantes da Comissão de Direitos Humanos, que, segundo ele, não querem servir de "escada" para um discurso conservador.

Para criação da frente parlamentar são necessárias 157 assinaturas, ou seja, um terço da Casa. Depois as assinaturas são encaminhadas à Mesa Diretora, juntamente com o estatuto. Em seguida, é definida a data de instalação da nova frente.

De Brasília, Idhelene Macedo.