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08/01/2013 12h00

Educação especial: vetos à lei que beneficia autistas recebe críticas

A presidente Dilma Rousseff sancionou, no final do mês passado, uma lei aprovada pelo Congresso que garante mais direitos aos autistas.

A norma assegura aos autistas os benefícios legais de todos os portadores de deficiência, que incluem desde a reserva de vagas em empresas com mais de cem funcionários, até o atendimento preferencial em bancos e repartições públicas.

A deputada Mara Gabrilli, do PSDB de São Paulo, foi a autora do substitutivo à proposta aprovado pela Câmara em setembro de 2012. Ela foi responsável por uma emenda sancionada pela presidente que prevê punição para os gestores escolares que recusarem a matrícula dos alunos com autismo ou qualquer outro tipo de deficiência. O responsável pela recusa está sujeito a multa de três a 20 salários mínimos. Em caso de reincidência, os gestores podem até perder o cargo. Gabrilli comemorou a sanção.

Sonora

Mas a lei foi sancionada com vetos que causaram polêmica entre os representantes do setor.

A presidente retirou do projeto dois dispositivos que garantem atendimento especial aos alunos que não puderem frequentar a rede regular de ensino, sempre em função das necessidades de cada estudante.

O argumento do governo é que a possibilidade de exclusão dos alunos autistas das escolas regulares é contrária à Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, da qual o Brasil é signatário. Segundo o acordo, todas as pessoas com deficiência devem ter acesso aos ensinos primário e secundário inclusivos.

Mas, para Eloisa Masson, mãe de Vinícius Masson, de nove anos, o assunto não é tão simples.

Vinícius frequentava uma escola privada de Brasília em classe comum, mas não conseguiu se adaptar à rotina dos outros alunos.

Hoje, Vinícius frequenta uma escola pública com classes especiais. Essas turmas têm uma média de um professor para cada dois alunos e as atividades são planejadas de acordo com as necessidades dos alunos autistas. A ideia é preparar os estudantes para as classes comuns, mas não há prazo máximo para inclusão. A mãe do Vinícius explicou a importância do ensino especial.

Sonora 

O presidente do Movimento Orgulho Autista Brasil, Fernando Cotta, também defendeu o atendimento especial para os alunos autistas.

Sonora 

Outro veto da presidente acaba com a previsão de horário de trabalho especial para funcionários públicos responsáveis por pessoas com deficiência.

Hoje, a Lei 8.112 já assegura um regime de trabalho especial para os servidores públicos com deficiência. A extensão desse benefício aos familiares, segundo a presidente, só poderia ocorrer após iniciativa do próprio Executivo.

De Brasília, Carolina Pompeu