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30/11/2010 19h19

Espaço no canal aberto é principal necessidade das televisões universitárias, afirma especialista (2'30'')

A Comissão de Educação realizou, nesta terça-feira, audiência pública para discutir o papel das TVs universitárias. Hoje elas somam 150 canais espalhados por quase todos os estados, número sete vezes maior que o registrado em 1995, quando havia apenas 20 TVs desse tipo no Brasil.

Durante a audiência, deputados e representantes das TVs universitárias frisaram a importância desses veículos de comunicação como forma de fazer frente aos grandes meios e aumentar o contato da população com o conhecimento acadêmico.

Para o deputado do PT goiano Pedro Wilson, membro da Comissão de Educação, essas TVs são uma forma de compartilhar com a comunidade o que é desenvolvido nas salas das universidades.

"A televisão universitária pode ser o canal mais importante de fazer com que esse conhecimento que a universidade apropria, ou produz, ou aprende ou reproduz... que seja devolvido à comunidade. E a comunidade possa avaliar se aquilo é bom, ruim. Que ela aprenda com a TV universitária, mas também tenha capacidade crítica de que muitas vezes o próprio discurso da universidade não está próximo da comunidade."

De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Televisão Universitária, Cláudio Márcio Magalhães, o orçamento médio das TVs hoje é enxuto, de cerca de R$ 500 mil por ano. No entanto, Magalhães destaca que a principal necessidade desses veículos atualmente é uma legislação que lhes garanta espaço na TV aberta.

"Hoje, a principal pauta da televisão universitária é lutar para que a universidade esteja no sinal aberto. Se antes nós tínhamos um problema técnico, de não ter espaço para todas as emissoras de televisão, acreditamos hoje que, com a tecnologia da TV digital, há esse espaço. E a universidade tem muito o que dizer. Por muito tempo ela foi taxada de uma torre de marfim, que não se comunica com a comunidade. O que a gente percebe hoje é que não são dados os canais para que essa universidade possa se comunicar."

No fim da audiência pública, Márcio Magalhães e representantes do Ministério da Cultura, da Associação Brasileira de Universidades Comunitárias e do Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras se dispuseram a formar uma comissão para organizar nova audiência pública.

Seguindo sugestão do deputado Pedro Wilson, o grupo pretende se reunir novamente até março, junto com as comissões de Educação e de Ciência e Tecnologia, para discutir a organização de uma conferência de TVs universitárias.

De Brasília, Felipe Néri.