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16/03/2006 15:00

Jair Oliveira, o "Cabeludo", nega envolvimento com tráfico de drogas e armas no sul (01' 49")

Em depoimento à CPI do Tráfico de Armas, nesta quinta-feira, Jair de Oliveira, o cabeludo, negou envolvimento com tráfico de armas ou de drogas no Rio Grande do Sul. Ele foi condenado a 18 anos de prisão por roubo de cargas no estado. Ao ser questionado pela deputada Laura Carneiro, sub-relatora da CPI, Oliveira afirmou que possui apenas três armas de fogo em casa:

Laura Carneiro: "Então o senhor foi condenado a 18 anos, mas o sr. é inocente?
Jair de Oliveira: Não. O que eu fiz eu fui condenado e paguei. Essa aí e várias acusações que fazem contra mim eu nem tinha conhecimento.
Laura Carneiro: Então o sr. é inocente do tráfico de armas?
Jair de Oliveira: Com certeza. Nunca vendi arma assim, não desse tipo.
Laura Carneiro: De que tipo o sr. vendeu?
Jair de Oliveira: Que nem eles falam, fuzil, metralhadora, tudo quanto é arma, isso eu nunca tive.
Laura Carneiro: E que armas o sr. teve?
Jair de Oliveira: Duas 380 e uma com calibre 38."

Duas das armas citadas por Oliveira estão em nome da esposa que, segundo ele, não tem curso de tiro como exige a lei. Além dessas armas, Oliveira tem um vigia que possui mais duas armas não -registradas.

O deputado Moroni Torgan, presidente da CPI, questionou o fato de Oliveira ter armas em casa já que está em liberdade condicional. E afirmou que a situação é um retrato da impunidade no país.

Jair de Oliveira também negou conhecer pessoas que, segundo o deputado Moroni Torgan, aparecem conversando com ele pelo telefone em gravações feitas pela Polícia Federal.

Oliveira ainda disse desconhecer um dos traficantes mais procurados do Rio Grande do Sul, José Carlos dos Santos, também conhecido como Bin Laden ou Seco, para quem ele estaria vendendo armas. A CPI ainda tentou conversar com Oliveira em uma sessão reservada, mas, segundo os deputados, ele não deu nenhuma informação nova.

De Brasília, Sílvia Mugnatto.




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