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16/04/2018 19h55

Relator da comissão externa que acompanha caso Marielle cobra resultados da investigação

Deputado Glauber Braga (Psol-RJ) espera provas e respostas objetivas dos investigadores que apuram morte da vereadora

As mortes da vereadora carioca Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes completaram seu primeiro mês no último sábado, dia 14 de abril. Diversas cidades do Brasil e do mundo realizaram protestos e homenagens às vítimas.

O ato chamado de "Amanhecer por Marielle e Anderson" coloriu, com flores, várias partes da cidade do Rio de Janeiro e, no fim da tarde, uma marcha em memória à vereadora e ao motorista partiu da Lapa em direção ao bairro do Estácio, onde os dois foram assassinados na noite do dia 14 de março.

Na Câmara dos Deputados, um projeto de lei (PL 10033/2018) quer inscrever o nome de Marielle Franco no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria. A autora da proposta, deputada Jô Moraes, do PCdoB de Minas, contou que a história costuma não dar visibilidade aos lutadores do povo, em especial às mulheres:

"Ela é uma heroína da pátria, ela deu o que existia de melhor na sua juventude, para que esse País mudasse, para que seu povo, sobretudo o povo pobre, pudesse ter dias melhores. A memória de Marielle viva é uma espécie de cobrança ao estado brasileiro de que ele é obrigado a preservar seu povo, é obrigado a preservar as suas lideranças e é obrigado a criar um sistema que proteja aqueles que lutam. "

O Ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, afirmou nesta segunda-feira à imprensa que a principal linha de investigação da morte da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes envolve milícias, porém não pode dar mais detalhes da sua afirmação porque as investigações seguem em segredo de justiça.

O deputado Glauber Braga, do Psol do Rio de Janeiro, que é relator da comissão externa que acompanha as investigações do caso Marielle, espera provas e respostas objetivas dos investigadores:

"Quando o ministério se manifestar publicamente mostrando que as investigações avançaram de fato, e que se conseguiu determinar respostas para esses questionamentos, aí nós poderemos, num primeiro momento, dizer que o trabalho coordenado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro teve resultado."

Marielle Franco era socióloga e militante dos direitos humanos. Filiada ao Psol, elegeu-se vereadora do Rio de Janeiro na eleição municipal de 2016, com a quinta maior votação. Ela foi morta por tiros disparados de outro carro, enquanto voltava de um debate sobre a participação política de jovens negras.

Reportagem - Alinne Castelo Branco