Ir para o conteúdo. | Ir para a navegação

21/02/2018 12h43

Polícia Rodoviária Federal reivindica recomposição imediata do efetivo da corporação

Em reunião na Câmara, representantes da PRF alertaram que o déficit de policiais rodoviários federais tem comprometido a segurança das estradas e o combate ao tráfico de armas e drogas no País

A recomposição imediata do efetivo da Polícia Rodoviária Federal é a principal demanda da categoria para este ano. O assunto foi pauta de um café da manhã promovido pela Frente Parlamentar em Defesa da Polícia Rodoviária Federal, nesta quarta-feira (21), na Câmara dos Deputados. Senadores, deputados e representantes sindicais e da PRF participaram do evento.

A categoria conta hoje com aproximadamente 10 mil policiais distribuídos em todo o País. O efetivo é o mesmo de 1994 e equivale à metade do que seria necessário atualmente. Renato Dias, diretor-geral da corporação, falou do déficit:

"Temos hoje um déficit de 3 mil vagas de policiais rodoviários federais e com a iminência de aposentar mais 2.050 até o fim do ano. Ou seja, 5 mil policiais a menos no momento em que a tropa está operando no limite do limite e está sangrando."

Segundo Renato Dias, há no total 13 mil cargos criados para preenchimento de funções administrativas e para a atuação nas fronteiras e nas rodovias do País. A demanda é por um concurso que preencha inicialmente 3 mil vagas.

Outra reivindicação dos policiais rodoviários federais, de acordo com Dias, diz respeito à desburocratização da compra de armamentos, equipamentos de segurança e viaturas blindadas:

"Temos que aproveitar o momento em que o presidente decreta a intervenção no Rio para, pelo menos em caráter temporário, nós termos aí uma medida, uma autorização especial para que as polícias possam adquirir de forma rápida e sem burocracia os equipamentos de segurança, para o policial ter no mesmo nível o confronto com o crime organizado."

Coordenador da frente, o deputado Hugo Leal, do PSB do Rio de Janeiro, afirmou que o papel da PRF é fundamental na intervenção federal no estado. Ele lembrou que os policiais rodoviários cuidarão da segurança das estradas, o que tem impacto na redução do tráfico de armas e de drogas.

Por outro lado, Hugo Leal chamou a atenção para assuntos atinentes aos policiais que não poderão ser votados no Congresso durante a intervenção, em razão de constarem de propostas de emenda à Constituição, que não pode ser alterada no período. É o caso da reforma da Previdência:

"Pelo visto, não teremos mais reforma da Previdência, pelo menos neste momento. Mas a frente continuará batalhando e discutindo a questão para as forças de segurança, que têm uma situação bastante peculiar."

Apesar das reivindicações, dados levados pela Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais apontam para uma avaliação positiva da categoria: 85,5% da população confiam na PRF.

Reportagem - Noéli Nobre