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07/02/2018 17h45

Rodrigo Maia confirma calendário de votação da Reforma da Previdência em fevereiro

Centrais sindicais querem adiar votação para 2019

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, disse nesta quarta-feira (7) que a data mais provável para a votação da Reforma da Previdência em Plenário é 20 de fevereiro.

Após reunir-se na residência oficial com representantes de cinco centrais sindicais, que reivindicam a retirada de pauta da matéria, Maia reafirmou que a ideia é manter o calendário acordado com o líder do governo, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), e com o relator da matéria, deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA).

"É claro que a data do dia 20 precisa ser muito bem trabalhada. Eu acho bom manter a data do dia 20, para que os esforços que estão sendo construídos tenham sucesso. Toda vez que adia a data, em vez de estar gerando pressão para conquista de votos, atrasa a mobilização. Então vamos manter a data, para garantir a mobilização e encerrar esse assunto dia 20, dia 21, 22 ou, no limite, dia 28, como está propondo o líder Aguinaldo."

Maia admitiu aos sindicalistas que não pautará a Reforma da Previdência sem voto, mas disse que pretende trabalhar pela aprovação da matéria.

Representantes da CUT, da Força Sindical, da Nova Central, da CSB e da UGT pediram ao presidente da Câmara dos Deputados para adiar a votação da Reforma da Previdência para 2019. Eles argumentam que o governo não tem votos nem legitimidade para aprovar uma Reforma da Previdência, como afirma o líder do Solidariedade na Câmara, deputado Paulo Pereira da Silva (SD-SP), que preside a Força Sindical.

"Nós não concordamos com os números do governo. Eu acho que o governo hoje não tem 150 votos na Câmara e isso é muito ruim para o Brasil, na medida que, se o governo tiver uma derrota acachapante na Câmara, com certeza, as bolsas vão cair 10%, dólar vai subir e isso será muito ruim para economia. Não estamos nos furtando a discutir uma Reforma da Previdência, desde que ela seja debatida com a sociedade e feita por um presidente eleito para Presidente da República."

Nesta quarta-feira (7), o relator da reforma, deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA), anunciou nova alteração no texto, prevendo pensão integral para os cônjuges de policiais mortos em serviço.

O líder do governo, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), disse que será feito um esforço para votar a Reforma da Previdência (PEC 287/16) entre os dias 19 e 28. Se isso não ocorrer, por falta dos 308 votos necessários, o governo passará a defender a votação de outros temas de interesse do Executivo.

Reportagem - Murilo Souza