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07/12/2017 19h08

Psol e Rede pedem cassação do mandato do deputado Lúcio Vieira Lima por quebra de decoro

De acordo com a representação, baseada em denúncia da procuradora-geral da República Raquel Dodge, o parlamentar é um dos denunciados pelo crime de lavagem de dinheiro

O Psol e a Rede Sustentabilidade entraram nesta quinta-feira (7) com uma representação no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar contra o deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA) por supostos crimes de lavagem de dinheiro, associação criminosa e peculato, durante o exercício do atual mandato parlamentar. A representação pede a cassação do mandato do parlamentar por quebra de decoro. Ela é baseada em denúncia oferecida pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge.

De acordo com a representação, o parlamentar é um dos denunciados pelo crime de lavagem de dinheiro cometido mediante a ocultação dos R$ 51 milhões encontrados em apartamento que a polícia diz ser usado pelos irmãos Vieira Lima, Lúcio, deputado, e Geddel, ex-ministro, que está preso no presídio da Papuda, em Brasília.

De acordo com a denúncia, foram realizados três atos dissimulados de investimento milionário, em dinheiro vivo, em três empreendimentos do mercado imobiliário de alto luxo na capital baiana.

O líder do Psol, deputado Glauber Braga (RJ), afirmou que não houve explicações do parlamentar sobre as acusações e que agora ele pode se defender no colegiado.

"Os fatos são graves que já estão amplamente noticiados. Não houve uma resposta em relação a esse fato, malas de dinheiro com mais de R$ 51 milhões, servidor da Casa, utilizado para ações privadas, incluindo a contagem de dinheiro, e a partir dos fatos relatados, com a ausência de qualquer explicação pública sobre o tema, a bancada do Psol (e da Rede) decidiu entrar com uma representação no Conselho de Ética".

A reportagem tentou falar com o deputado Lúcio Vieira Lima e não teve retorno. Agora, o processo precisa ser instaurado. Depois da instauração, o presidente do colegiado, deputado Elmar Nascimento (DEM-BA), vai designar um relator, que apresentará parecer pela aceitação ou não de abertura de investigação, antes mesmo de ouvir a defesa. Esse parecer terá de ser votado pelo conselho em até 90 dias.

Reportagem - Luiz Gustavo Xavier