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13/09/2017 18h00

Economia com venda da folha de pagamento da Câmara será revertida ao Tesouro Nacional

A exclusividade para que Caixa e Banco do Brasil atuem no pagamento dos salários dos servidores vai gerar receita imediata de R$ 70 milhões, sendo que outros R$ 151 milhões deverão ser arrecadados no período de 60 meses

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, afirmou que a venda da folha de pagamento dos funcionários da Casa para o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal e o repasse desses recursos ao Tesouro Nacional mostra o compromisso da Câmara com o ajuste fiscal e a redução de gastos. A exclusividade para que Caixa e Banco do Brasil atuem no pagamento dos salários dos servidores vai gerar receita imediata de R$ 70 milhões, sendo que outros R$ 151 milhões deverão ser arrecadados no período de 60 meses.

Maia e o primeiro-secretário da Câmara, deputado Giaboco (PR-PR), participaram de solenidade no Salão Verde para assinatura de contratos com os bancos e da transferência dos valores à União. Estavam presentes os presidentes da Caixa Econômica Federal, Gilberto Occhi, e do Banco do Brasil, Paulo Cafarelli; o secretário-adjunto do Tesouro Nacional, Otávio Ladeira; e o ministro da Secretaria de Governo, Antônio Imbassahy. Maia disse que a Câmara cumpre seu papel.

"cumprindo o seu papel não apenas na agenda na pauta de reformas que são tão importantes para o Brasil, mas também numa gestão que tem também encaminhado com esse mesmo cuidado na organização dos seus contratos e ter condições de reduzir gastos"

O presidente da Câmara reforçou, durante a solenidade, a necessidade de votar a reforma da Previdência (PEC 287/16) como forma de reduzir privilégios e se reorganizar o Estado brasileiro.

"Quando nós falamos da reforma da Previdência a gente tá falando disso: tá falando de reformas que reduzam os privilégios e que garanta uma previdência saudável a todos os brasileiros. Se o estado brasileiro não for reformado e se a Câmara dos Deputados também ao longo do tempo também não for reformada no futuro, é a sociedade e são os próprios servidores públicos que vou pagar essa conta"

Giacobo ressaltou que a venda da folha de pagamento dos servidores da Câmara é uma forma de a Casa contribuir para a recuperação econômica do País.

"Afinal de contas, não é todo dia que se pode anunciar uma economia da ordem de quase meio bilhão de reais nas contas do Poder Legislativo Federal. Tendo em vista o atual quadro fiscal, todo e qualquer economia é necessária para adequação do orçamento"

Segundo recente decisão da Mesa Diretora, outras medidas também vão contribuir para o aumento de receitas e o corte de despesas da Câmara, como a racionalização do consumo de água e energia elétrica, redução nos valores dos contratos de locação de veículos, redução na contratação das passagens aéreas. A previsão é de uma economia na ordem de R$ 457,5 milhões.

Reportagem - Luiz Gustavo Xavier