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24/04/2017 10h21

Deputados analisam cumprimento do plano de legado do Parque Olímpico

Medida provisória em análise no Congresso Nacional transforma a Autoridade Pública Olímpica em Autoridade de Governança do Legado Olímpico, para promover a adequação, manutenção e utilização das instalações esportivas dos jogos Rio 2016

A Comissão do Esporte debateu o cumprimento do Plano de Legado Olímpico Brasileiro. Deputados analisam se o governo federal tem garantido a conservação do Parque Olímpico da Barra e do Parque Radical de Deodoro, construções que abrigaram os Jogos Olímpicos Rio 2016.

A audiência foi proposta pelos deputados Ezequiel Teixeira, do PTN do Rio de Janeiro; Leo de Brito, do PT acreano; e Sílvio Torres, do PSDB paulista. Os parlamentares debateram a Medida Provisória 771, do Governo Federal, que fiscaliza se a Autoridade de Governança do Legado Olímpico conserva as obras utilizadas nos Jogos Olímpicos. A discussão se iniciou após denúncias de que União teria abandonado a administração dessas obras.

O auditor do Tribunal de Contas da União Adriano Gonçalves garantiu que as construções não estão abandonadas. Ele afirmou que as contas de água e luz são pagas mensalmente e que há contratos com empresas terceirizadas para garantir a manutenção desses locais:

"A gente sabe que existem algumas partes do complexo da Barra que eram instalações provisórias e que estão aguardando um desfecho para eles. Mas elas não fazem parte do legado."

Já o deputado Ezequiel Teixeira criticou o fato de que as construções não são utilizadas para eventos que incentivem o esporte. Ele reprovou a falta de planejamento:

"Alguma área falhou. Precisava, verdadeiramente, algum setor encarregado para fazer apurações, verificações e fazer restaurações."

Para a realização dos Jogos Olímpicos, estima-se que o Poder Público tenha investido R$ 38 bilhões. O deputado Léo de Brito afirmou que a crise econômica que o Rio de Janeiro enfrenta dificultou a conservação dessas obras. Ele lembrou que o governo federal teve que assumir a responsabilidade de grande parte das construções:

"O que se busca com esse conjunto de instituições envolvidas é que haja propostas criativas para a boa utilização desse legado olímpico que é tão importante para o esporte nacional."

O presidente da Autoridade de Governança do Legado Olímpico, Paulo Márcio, também garantiu que não há abandono:

"O que, na verdade, ocorre é que há necessidade de adequações do modo jogo para o modo legado."

Paulo Márcio informou que coordena uma equipe responsável em garantir o reparo de algumas obras, bem como a realização de eventos esportivos:

"Prova disso é que já tivemos a realização de alguns eventos testes, que foram um sucesso, com mais de 3 mil pessoas. Temos, também, projetos voltados para a inclusão social. O nosso trabalho vai ser sempre no sentido de a cada dia enfrentar os problemas identificados. Tenho certeza de que num curto espaço de tempo, teremos uma agenda positiva para o aproveitamento do legado."

O Congresso Nacional começa a analisar medida provisória que transforma a Autoridade Pública Olímpica em Autoridade de Governança do Legado Olímpico, entidade que ficou responsável justamente para a adequação, manutenção e a utilização das instalações esportivas olímpicas dos jogos Rio 2016. A MP será analisada em comissão mista; depois, segue para votação no Plenário da Câmara.

Reportagem - Igor Caique