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18/04/2017 18h41

Maia condena tentativa de invasão à Câmara pela União de Policiais do Brasil

Na tarde desta terça-feira (18), policiais de todo Brasil forçaram entrada na Câmara em protesto à reforma da Previdência

O presidente Rodrigo Maia condenou a tentativa de invasão à Câmara ocorrida na tarde desta terça-feira (18) pela União de Policiais do Brasil, que reúne entidades de várias categorias de segurança pública. Eles protestavam contra a reforma da Previdência (PEC 287/16). De acordo com o presidente, a atitude dos policiais não foi correta por tentarem intimidar os parlamentares. Para Maia, a tentativa de invasão prejudica a imagem que a polícia tem perante a sociedade. Durante o protesto, vidraças da entrada da Câmara foram quebradas.

"Tenta-se criar um ambiente de medo na Câmara dos Deputados e nós vamos continuar debatendo e dialogando e não precisa quebrar o patrimônio público. Vamos manter o diálogo com quem quer o diálogo, vamos continuar dialogando porque a Reforma da Previdência não vem para prejudicar corporação nenhuma. Tenta-se criar um ambiente que só atrapalha essa corporação que fez o ato contra o parlamento e contra o patrimônio público. Se a intenção foi prejudicar a votação, eles prejudicaram a imagem que a polícia tem hoje perante a sociedade."

O líder da minoria, deputado José Guimarães (PT-CE), afirmou que o ambiente de radicalização política é de responsabilidade do governo federal.

A culpa é do governo, porque está levando o País para a radicalização e a convulsão social, é isso que está acontecendo, quer fazer a reforma na lei e na marra, não é assim, O trabalhador vem para cá, seja da polícia civil, ou não, e está tendo seu direito suprimido, vai fazer o quê? Vai lutar, e aí entra no conflito, imagina no dia da greve geral no dia 28? Isso compromete mais ainda o estado democrático de direito."

O vice-líder do DEM, deputado Pauderney Avelino (AM) criticou o protesto. Para ele, é preciso dialogar para se chegar a um entendimento.

"É lamentável, acho que o protesto é legítimo, é democrático, mas não dessa foram, então, não só concordamos com isso, acho que se for feito o protesto e for feito o diálogo, nós podemos chegar, sim, a entendimentos, como estamos chegando a entendimentos"

De acordo com o deputado Major Olímpio (SD-SP), uma pessoa foi conduzida pelo Departamento de Polícia Legislativa da Câmara dos Deputados e não ficou comprovada a sua participação na depredação dos vidros da entrada da Casa.

"Milhares de policiais da União de Policiais Brasileiros, da forma mais justa e legítima estavam posicionados no gramado e no momento em que lideranças quiseram adentrar essa casa para protocolar um pedido para o afastamento do relator da PEC 287/16 houve um tumulto, as vidraças foram quebradas, um dos policiais do movimento foi conduzido pela polícia legislativa onde ficou claro a não participação dele"

Alguns invasores foram detidos, mas não tiveram os nomes divulgados. Deputados de diversos partidos também pediram a suspensão da sessão plenária desta terça-feira, mas as discussões em Plenário prosseguiram.

Reportagem - Luiz Gustavo Xavier




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