17/08/2015 19h18

Profissionais do Inca reclamam da falta de recursos humanos e insumos básicos

Deputados visitaram o Instituto Nacional do Câncer (Inca), na cidade do Rio de Janeiro, na última sexta-feira

 Nove parlamentares da Comissão de Seguridade Social visitaram o Instituto Nacional do Câncer, o Inca, na cidade do Rio de Janeiro, durante a última sexta-feira. Os deputados se mostraram preocupados com o futuro da instituição, mas confiam que a nova diretoria irá fazer um bom trabalho nesse momento de transição do quadro de profissionais do órgão.

No fim deste mês, se encerra o contrato entre o Inca e a Fundação Nacional do Câncer, que fornece à instituição 583 profissionais terceirizados, mas que por determinação do Tribunal de Contas da União e do Ministério Público Federal não poderá mais ser renovado, para que o quadro do órgão seja composto majoritariamente por profissionais concursados. Essa situação tem agravado ainda mais os problemas da instituição, que sofre com a falta de recursos humanos e também de insumos básicos para o tratamento dos pacientes.

O novo diretor-geral do Inca, Paulo Mendonça, que está no cargo há apenas dois meses, reconhece os problemas e afirma que a nova diretoria os tem enfrentado. Mendonça tem pressa em apresentar soluções, mas ressalta que o Ministério da Saúde não pode deixar um órgão da importância do INCA, que é referência internacional em tratamento e pesquisa de doenças oncológicas, com uma agenda tão cheia de problemas.

"Tenho a obrigação de dizer aqui que, em relação ao orçamento anterior, apesar de ser um atenuante, pois ele não é menor do que o do ano passado, mas também não é maior e acaba sendo um desafio gigantesco sobre a nossa capacidade de produzir mais eficiência. Cada centavo acaba se tornando mais precioso e estamos trabalhando duro para que isso vire realidade. Também estamos trabalhando duro para que a instituição a qual somos subordinados, o Ministério da Saúde, tenha a consciência e a delicadeza de compreender que não podemos ser comprometidos dramaticamente por oscilações orçamentárias".

Membro da comissão de Seguridade Social, o deputado Doutor João, do PP Fluminense, entende que ainda está um pouco confuso o modelo de gestão a ser adotado pelo Inca, com a saída da Fundação Nacional do Câncer. Ele também critica o protocolo de atendimento do Sistema Único de Saúde, o SUS, que não prevê a continuidade no tratamento para os portadores de câncer.

Já o deputado Odorico Monteiro, do PT do Ceará, também se preocupa com o atual momento do Inca, mas ressalta que os problemas da instituição não afetaram muito a qualidade dos serviços oferecidos.

"Eu acho que são questões conjunturais e não estruturais. Isso me tranquilizou, por que às vezes pensamos que o problema do Inca é de estrutura, mas na verdade, na minha opinião, o problema é conjuntural que, na realidade, está dentro do ajuste que está sendo feito no País. Mesmo assim, com esses ajustes, não teve queda em nenhum dos serviços de atenção. Seja na atenção do cuidado à cirurgia, quimioterapia ou radioterapia, não houve nenhum tipo de prejuízo".

Neste momento, está sob a análise do Ministério do Planejamento a aprovação de 613 novas vagas para o Inca. Segundo o diretor do Inca, Paulo Mendonça, a intenção do instituto, porém, é que as vagas disponibilizadas a partir de setembro sejam preenchidas exclusivamente pelos aprovados em concurso já realizado, incluindo aqueles aprovados para cadastro reserva.

Reportagem - Pedro Campos



Comentários

Giovana | 19/08/2015 10h45
Se os profissionais estão reclamando imagina os pacientes eu me trato no hc3 estou a dois meses tentando marcar um mastologista ,isso nunca ocorreu no inca está tendo descaso total,dão email e telefone para marcação que não funciona ,precisamos de solução