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03/01/2017 14h19

A TV Comunitária é comunitária, mas a verba é elitista (interprograma)

De lei, a televisão alternativa no Brasil vai bem, obrigada; mas, de recursos financeiros, a crise que paira sobre as emissoras de natureza pública parece endêmica, e não passageira.

Um olhar rápido sobre o mercado de TVs comunitárias no Brasil mostra que ele ainda é segmentado, um tanto sectário, e carente de atenção. E não só a TV, mas, também, o setor de rádio, que cresceu para mais de 4 mil emissoras comunitárias.

Em comum entre elas, é que vivem com o pires na mão. Pé ante pé, as pouco mais de 120 TVs comunitárias no Brasil reivindicam um lugar ao sol no mercado de publicidade do governo, inclusive na esfera federal, o que a lei permite, na forma de patrocínio cultural, ou seja, só vale citar o nome da empresa ou entidade.

O mercado de mídia da TV é altamente concentrado nas mãos das grandes emissoras, na lógica da audiência que dita o destino dos recursos. Mas permitir algumas poucas peças de publicidade local nas TVs comunitária não vai violar o seu caráter de interesse público. É a comunidade que dá o tom, na verdade, desde que não tenha que fazer da emissora um vídeo cassete onde cada um mostra o que quer, porque não há dinheiro para preencher uma grade da programação.

Criar leis sem assegurar a sustentabilidade financeira é como colocar filho no mundo e não dar almoço nem jantar. É duro viver só com o café da manhã.

Eu sou a Beth Veloso e este é o Papo de Futuro. Dúvidas, críticas, sugestões, escreva para: papodefuturo@camara.leg.br