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28/11/2016 14h45

Abaixo o consumo, viva a experiência! (interprograma)

Olá! Vivemos no ápice da sociedade do consumo, certo? Tudo pode ser embalado para um uso rápido e descartável: os produtos, as marcas, as informações, as relações. Até mesmo as férias viraram uma mercadoria, de altíssimo valor agregado, por sinal. Mas, calma! Este não é um discurso chato entre capitalismo ou socialismo, ou coxinhas e mortadelas, para usar termos atuais. O fenômeno que emerge das novas pesquisas de mercado recebeu o nome de “neoconsumismo”, que quer dizer: não viva de compras; simplesmente, viva!

Experiências é o que as pessoas mais querem consumir, presume a teoria neoconsumista, na forma de restaurantes, shows musicais, viagens. O mercado da moda já sente o incômodo com a queda nas vendas, afinal, não há nada tão novo assim que deva ir para o meu armário!

Enquanto a moda diária e descartável globalizada se repete, o consumidor busca experiências únicas para grudar na pele, não como uma blusa descolada, mas como memórias de uma vida em que “coisas” são substituídas por “pessoas”, e a gente devora aquele “sapato de marca”, junto com um bom vinho.

Como diria Fernando Pessoa nos dias atuais, “comprar não é preciso. Viver é preciso”.

Eu sou a Beth Veloso e este é o Papo de Futuro. Escreva para nós! papodefuturo@camara.leg.br