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26/01/2016 13h45 - Atualizado em 25/08/2016 14h54

Os números das telecomunicações no Brasil (interprograma)

Mais do que estatísticas e cifras, falta para o Brasil um perfil do usuário de telecomunicações

Olá! O Brasil perdeu quase dois milhões de aparelhos celulares de um dia para outro. Não, foi nenhum dique que se rompeu, levando milhares de aparelhos no meio da lama, mas, sim, um mero ajuste de sistema. Como clamavam as entidades de defesa do consumidor, o cadastro de usuário das empresas foi atualizado, operando uma faxina nos inflados números das telecomunicações brasileiras.

Por algum tempo, a expansão rápida da telefonia móvel, boom pelo qual o País muito se orgulha, foi inflada pela facilidade da compra do chip, que pode ser descartado no dia seguinte. Silenciados na prática, eles serviam basicamente ao marketing das empresas, comprovando seus vultosos investimentos, especialmente em expansão da rede.

O ajuste à menor da base de telefones no Brasil tornou mais verossímil o mundo das “telcos”, como se dizia no passado, mas nem por isso aumentou a transparência, no sentido de criar uma estatística que não impressione pela rapidez, mas que dê bases sólidas para uma verdadeira política regulatória que dirija a expansão das redes e serviços para onde elas precisam, de fato, ir.

Mais do que estatísticas e cifras, falta para o Brasil um perfil do usuário de telecomunicações: quem é ele, quanto ganha, como usa, do que precisa. Antes de ligar novas redes ou antenas, as empresas precisam ligar para os seus clientes. E que não seja uma ligação a cobrar.

Eu sou a Beth Veloso e esse é o Papo de Futuro. Mande suas dúvidas e críticas para papodefuturo@camara.leg.br