Ir para o conteúdo. | Ir para a navegação

22/01/2016 10h29 - Atualizado em 25/08/2016 14h46

O espelho das telecomunicações no Brasil (interprograma)

Diante do fim das concessões de telefonia fixa, a expectativa pela universalização da banda larga remete para uma “era do milagre”

O setor de telecomunicações no Brasil não é nenhuma moça. Nessa grande área que cuida de internet, telefonia e televisão, quase não se usa espelho. Feitos para comunicar, os recursos, veículos e ferramentas de informação não dão a mínima para o que acontece dentro da sua própria casa.

O debate sobre o futuro das telecomunicações, o que está acontecendo com as novas mídias, como me proteger da pirataria de dados online e qual é a saúde financeira das empresas que mais prestam serviço de varejo no Brasil – as telefônicas –, este debate não está nas páginas dos jornais. Nem na boca dos apresentadores de TV.

O risco de termos passado do monopólio público da Telebrás, até a década de 80, para um monopólio privado, em 2020, não está nas manchetes. E o fim da telefonia fixa e o destino de um patrimônio de bilhões de reais, que hoje estão nas mãos das teles, é um debate sem ibope.

Preocupante ver uma notinha de blog dizendo que uma nova lei sobre telecom virá ao Congresso em 2016, e que as concessões públicas da telefonia fixa irão acabar, sem sabermos o que vem depois. Se o prédio da antiga Telebrasília virou uma concessionária de automóveis, o cidadão nem se lembra disso. A lei é clara: em 2026, as atuais concessões de telefonia fixa irão vencer, mas a Anatel e o governo já anunciam uma morte prematura, para o ano que vem.

Em 2018, propõe-se a universalização da banda larga, que hoje não atinge nem metade da população brasileira. Ou seja, depois da revolução nas telecomunicações, agora vem a era do milagre.

Eu sou a Beth Veloso e esse é o Papo de Futuro. Mande tudo o que você tem a dizer para papodefuturo@camara.leg.br