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20/01/2016 13h00 - Atualizado em 25/08/2016 14h44

2015 no combalido setor de telecomunicações (interprograma)

Apesar dos investimentos maciços, as operadoras de telecomunicações não conseguiram melhorar sua imagem pública, e o cenário econômico sombrio no futuro ainda assusta

O ano de 2015 certamente não deixou saudades para quem usa telefone e internet. Nem para as empresas, nem para o governo, nem para os consumidores. Apesar do crescimento vertiginoso da banda larga móvel, o consumidor nunca esteve tão insatisfeito com os serviços que recebe, e basta ver o número de reclamações na Anatel.

Apesar dos investimentos maciços, as operadoras de telecomunicações não conseguiram melhorar sua imagem pública e estão assustadas com o cenário econômico sombrio no futuro.

Celebrada como um grande feito, a edição de um novo código do consumidor das telecomunicações não impediu que a má qualidade dos serviços e, especialmente, do atendimento, fosse a grande marca do setor em 2015. E sem falar na mão pesada do governo, que em nada desonerou um dos setores mais taxados no mundo, comparativamente com outros países, como ainda ameaçou aumentar a taxas dos fundos de telecomunicações, que são desviados e nunca cumpriram de fato seu papel legal de melhorar os serviços, nem sua função social de promover a inclusão digital.

2016, todos sabemos, não promete muito. Mas, pelo menos, agora dá para cancelar o serviço falando só com a operadora digital. Quem sabe 2016 não será o ano do macaco, em que pularemos de operadora em operadora numa lógica do salve-se quem puder.

Eu sou a Beth Veloso e esse é o Papo de Futuro. Envie dúvidas e sugestões para papodefuturo@camara.leg.br