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11/01/2016 14h07

Estamos mais conectados e mais sozinhos (interprograma)

Aprender a ficar só é o melhor remédio contra a solidão virtual, que faz de você apenas mais um rosto na multidão

Que o homem é um animal social, Aristóteles já nos disse, mas a conectividade da internet pode ter levado essa verdade à sua manifestação extrema. Uma vez que você tenha acesso à rede, esse parece ser um casamento eterno, e um tanto patológico: o número de horas navegado é cada vez maior.

O filme “Ela”, de Hollywood, leva esse vício pela cultura digital ao extremo e mostra como um solitário solteirão se apaixonada por uma voz, ou melhor, um programa de computador. O namoro cibernético, é claro, não vai para frente, mas ajuda a nos fazer refletir sobre o que os especialistas chamam de “cibersolidão”.

Estamos tão sós no meio da multidão digital, e as crianças são as mais vulneráveis a esse fenômeno, porque estão abandonando as sólidas relações reais pela fragilidade e frivolidade das amizades online, velozes mas superficiais, frágeis como uma conexão à banda larga no Brasil, que pode cair a qualquer momento.

Aprender a ficar só é o melhor remédio contra a solidão virtual, que faz de você apenas mais um rosto na multidão.

Eu sou Beth Veloso e este é o Papo de Futuro. Mande suas críticas, sugestões e ideias para papodefuturo@camara.leg.br