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20/02/2018 11h27

Comissão de Enfrentamento ao Homicídio de Jovens retoma atividades nesta terça-feira

Em entrevista ao Com a Palavra, o presidente do colegiado, deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), falou sobre a retomada dos trabalhos e a intervenção federal no Rio de Janeiro

O deputado Reginaldo Lopes, do PT de Minas Gerais, preside a Comissão Especial de Enfrentamento ao Homicídio de Jovens e esteve Com a Palavra para falar sobre a retomada dos trabalhos do colegiado, nesta terça-feira.

Segundo o parlamentar, o plano pretende transformar o Brasil em um país civilizado, reduzindo o número de homicídios; elucidar os crimes em 80% (hoje o índice de solução de crimes é de apenas 8%); acabar com a letalidade policial; criar uma política de reparação de dados e desprivatizar a segurança pública. Por isso o deputado defende o ciclo completo das polícias, que está em discussão na Câmara.

Questionado sobre a intervenção no Rio de Janeiro, aprovada pela Câmara, Reginaldo Lopes criticou a medida. Segundo ele, a experiência será um desastre, porque o Exército brasileiro não foi preparado para esta missão, e a intervenção vai criminalizar a pobreza. O deputado criticou, também, o general Eduardo Villas Bôas, que pediu garantias para o Exército agir sem risco de surgir uma nova Comissão da Verdade. Para o deputado Reginaldo Lopes, a declaração é "uma carta branca para matar".

Apresentação - Elisabel Ferriche e Lincoln Macário