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14/07/2017 11h49

Deputados analisam decisão da CCJ que negou prosseguimento da denúncia contra Temer - Bloco 2

O vice-líder do governo na Câmara, Darcísio Perondi (PMDB-RS), e o vice-líder do PT, Wadih Damous (RJ), estiveram Com a Palavra e comentaram as expectativas para a decisão final sobre o tema, que deverá ocorrer dia 2 de agosto, em votação no Plenário da Câmara

A Comissão de Constituição e Justiça rejeitou, nesta quinta-feira, o relatório do deputado Sergio Zveiter, do PMDB do Rio de Janeiro, favorável à continuidade das investigações do presidente Michel Temer por crime de corrupção passiva.

Logo após a rejeição, o colegiado aprovou um novo parecer, do deputado Paulo Abi-Ackel, do PSDB mineiro, contra o prosseguimento da denúncia.

Agora, o texto de Abi-Ackel vai ser submetido ao Plenário da Câmara, a quem cabe a palavra final sobre autorizar ou não o Supremo Tribunal Federal a analisar a denúncia contra o presidente. A previsão é de que essa votação aconteça no dia 2 de agosto.

Para debater essa decisão da CCJ, estiveram Com a Palavra o vice-líder do governo na Câmara, deputado Darcísio Perondi, do PMDB do Rio Grande do Sul; e o vice-líder do PT, deputado Wadih Damous, do Rio de Janeiro.

Para o deputado Darcísio Perondi, o resultado da CCJ mostra que o presidente Michel Temer tem um grande capital político: além de inteligência, foco e determinação em endireitar o país, ele demonstrou grande capacidade de articular com o Parlamento. Questionado sobre a votação no Plenário da Câmara, dia 2 de agosto, o deputado disse que é mais fácil “ver cachorro voando e pelo em ovo do que o presidente Michel Temer ser derrotado”.

Já o deputado Wadih Damous considerou indecente o "toma lá dá cá" e disse que, se a composição da CCJ tivesse sido mantida, sem mudanças de parlamentares, o governo teria amargado uma derrota. Por isso, a oposição vai propor mudanças no Regimento Interno da Câmara para evitar essas trocas e manipulações de resultados nas comissões da Casa. Wadih Damous afirmou, ainda, que dificilmente o presidente Michel Temer manterá sustentação política, até o dia 2 de agosto, para arquivar a denúncia; mas admitiu que a oposição terá dificuldade de aprovar, no Plenário, a continuidade das investigações.

Ouça a entrevista completa, em dois blocos.

Apresentação - Elisabel Ferriche e Marcio Achilles Sardi