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23/07/2013 - 13h36

Projeto obriga funcionamento de ônibus e metrô por 24 horas

Saulo Cruz
Ricardo Izar
Ricardo Izar considera que Lei Seca aumentou a necessidade de transporte público para as pessoas à noite.

A Câmara analisa o Projeto de Lei 5122/13, apresentado pelo deputado Ricardo Izar (PSD-SP), que obriga o funcionamento por 24 horas, diariamente, dos serviços de ônibus em cidades com mais de 300 mil habitantes, e de metrôs e trens de regiões metropolitanas durante todas as horas nos finais de semana.

Segundo Izar, a aprovação da Lei Seca (11.705/08) tornou ainda mais urgente dar uma alternativa para que cidadãos possam ir a suas casas à noite sem o uso de automóveis. “Essa proibição não pode vir desacompanhada de uma solução para o transporte das pessoas nos grandes centros urbanos. O Estado tem o dever de oferecer uma alternativa acessível à grande massa da população”, disse.

Pela proposta, os metrôs e trens devem funcionar em período integral apenas nos finais de semana, com intervalo não superior a 30 minutos entre as partidas, da 0 hora às 4 horas da manhã. Durante a semana, Izar lembra que é necessário o desligamento da rede durante a madrugada para reparos e manutenção.

A obrigação para ônibus, no entanto, é para todos os dias da semana, com regras que devem ser definidas por regulamentação local, de responsabilidade dos municípios. Governos estaduais e municipais terão prazo de 120 dias após a aprovação dessa lei para passarem a cumpri-la.

Tramitação
A proposta será analisada de forma conclusiva pelas comissões de Viação e Transportes; de Desenvolvimento Urbano; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta:

Reportagem – Marcello Larcher
Edição – Marcos Rossi

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Comentários

Moizés | 28/07/2013 - 14h53
Atiçados pelos protestos, os políticos se apreçam em responder de alguma forma, o que ninguém cita na proposta é que as dispesas decorrentes do funcionamento ininterrupto de trens, metrôs e ônibus aumentará consideravelmente, e as empressas de transporte terão de pagar adiconal por serviço noturno aos seus funcionários, adivinha quem vai pagar esta conta; o povo é claro! Ou por meio do aumento de tarifas ou por meio do aumento da carga tributária, isso é matemática financeira não dá para fugir.
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