21/11/2018 - 15h20

Frente emite nota contra a Reforma da Previdência em tramitação no Congresso

Grupo reúne quase 300 parlamentares

A Frente Parlamentar Mista em Defesa da Previdência Social emitiu uma nota pública que será entregue ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia, ao presidente do Senado, Eunício de Oliveira, e ao presidente eleito, Jair Bolsonaro.

A carta reitera a posição contrária de 270 deputados, 23 senadores e mais de 100 entidades classistas em relação à Reforma da Previdência enviada pelo governo do presidente Michel Temer ao Congresso (PEC 287/16).

A carta argumenta que a atual versão do texto penaliza o trabalhador ao aumentar a idade mínima para se aposentar; reduzir os benefícios assistenciais para valor inferior ao salário mínimo; e desconsiderar a expectativa de vida de populações específicas.

"A preocupação que a gente tem é que o futuro governo ainda pode tentar fazer algumas maldades, principalmente com os trabalhadores e servidores dessa chamada fase de transição”, disse o coordenador da Frente Parlamentar, deputado Arnaldo Faria de Sá (PP-SP). “A gente está aberto para discussão, mas não quer ser surpreendido por uma medida provisória que venha aumentar a alíquota, restringir ainda mais a questão das pensões e acabar com a concessão de benefícios já estabelecidos por lei pela Previdência Social."

Intervenção
Faria de Sá acredita que será difícil votar a Reforma da Previdência no Plenário ainda neste ano, por conta da intervenção federal na área de segurança pública no Rio de Janeiro, prevista para durar até 31 de dezembro.

A proposta de reforma em debate na Câmara modifica a Constituição e a própria Carta Magna veda modificações em seu texto em períodos de intervenção federal.

Íntegra da proposta:

Reportagem – Giovanna Maria
Edição – Natalia Doederlein

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Comentários

jade | 02/12/2018 - 11h31
Primeiramente,sou contra essa reforma da previdência contra o povo.A transição é uma enganação.Quem precisa de 1 a 3 anos para se aposentar não deveria fazer parte dessa reforma.Em segundo lugar, cortem a aposentadoria acumulada de Temer que já recebe desde os 50 anos de idade: a aposentadoria de quase 50 mil por mês e agora, vai acumular mais a aposentadoria como presidente, com direito aos luxos:como empregados e carros oficiais.Ele vive uma "suavidade extrema" e quer reforma contra o povo.O trabalhador só tem o salário baixo para viver,sem propina,sem vantagens através de desvios de verba.
pedro pereira de souza | 23/11/2018 - 16h30
Se combater a sonegação e a corrupção, bem como acabar com a farra dos banqueiros, vai sobrar muiiitooo dinheiro pra muita coisa.