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29/11/2017 - 18h38 Atualizado em 29/11/2017 - 20h19

Relator da reforma da Previdência diz que ainda não há votos suficientes

Arthur Oliveira Maia afirma em videochat que alguns pontos estão em discussão, como a regra para servidores públicos que ingressaram antes de 2003. “Eu propus uma regra de transição estabelecendo no mínimo 60 anos. Eles querem se aposentar com menos”, critica

O relator da reforma da Previdência (PEC 287/16), deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA), reconheceu nesta quarta-feira (29) que ainda não há os votos necessários para aprovar a proposta. A base de apoio ao governo trabalha para que a análise do Plenário em primeiro turno aconteça na próxima quarta-feira (6).

Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Deputado Arthur Oliveira Maia
O relator da reforma da Previdência, deputado Arthur Oliveira Maia

Para aprovar a reforma, são necessários 308 votos na Câmara. “Não há votos para aprovar hoje”, disse Arthur Oliveira Maia ao participar de videochat em que cidadãos puderam tirar dúvidas sobre as possíveis mudanças nas aposentadorias. “Temos que ainda fazer um exercício político grande para tentar aprovar.”

Saiba mais sobre a tramitação de PECs

Um passo nesse sentido foi dado na semana passada, quando o relator apresentou algumas mudanças no texto. A Desvinculação de Receitas da União (DRU), que permite ao governo redirecionar 30% da sua arrecadação, não vai mais afetar o dinheiro destinado à seguridade social, segundo a nova versão da proposta.

Arthur Oliveira Maia afirmou que outros pontos estão em discussão. É o caso da regra para servidores públicos que ingressaram antes de 2003. Para ter direito a um benefício igual ao último salário e aos reajuste dos ativos, as mulheres terão de se aposentar aos 62 anos. Os homens, aos 65.

“Eu propus uma regra de transição estabelecendo no mínimo 60 anos. Eles não querem, querem se aposentar com menos”, criticou. “O País não aguenta.”

Questão de Estado
Durante o videochat, o relator respondeu a perguntas dos internautas. “Uma proposta dessa relevância, defendida por um governo com 94% de rejeição, deveria ser discutida e votada nesta legislatura?”, questionou um deles.

“Nós temos que entender que a reforma da Previdência é uma necessidade do Brasil. Não se trata de uma proposta do governo Temer. É uma questão de Estado, não é uma questão de governo”, afirmou Arthur Oliveira Maia.

Sindicalistas
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, reuniu-se nesta quarta-feira (29) com presidentes de centrais sindicais para discutir a reforma da Previdência. Os sindicalistas pediram a Maia para adiar a votação da proposta para o próximo ano, a fim de que a sociedade tenha mais tempo para debater o tema.

Segundo os sindicalistas, Rodrigo Maia ficou de dar a resposta nesta quinta-feira. Os sindicalistas também anunciaram uma paralisação nacional na próxima terça-feira (5) para protestar contra a proposta do governo.

 

Íntegra da proposta:

Reportagem - Tiago Ramos
Edição - Ralph Machado

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Comentários

Tânia Maria | 12/12/2017 - 09h05
Caro parlamentar se você que é da minha cidade votar a favor da previdência, você não terá não só o meu mas todos os votos necessários para a sua candidatura a câmara novamente!
Cícero | 11/12/2017 - 19h31
Cara Monica, um texto muito esclarecedor sobre a Reforma que irá combater sim os privilégios e favorecer os que ganham menos! Pesquise: "texto que destrói os 25 argumentos mais utilizados por quem é contra a reforma da Previdência".
monica raineri martin | 11/12/2017 - 14h07
Eleitora do Estado de São Paulo, especialista na área previdenciária, venho publicamente repudiar o posicionamento e indicação do partido em fechar questão no apoio a essa nefasta reforma previdenciária que, mais uma vez, somente trará prejuízo ao trabalhador médio e que paga corretamente seus impostos e contribuições. Não pouparei esforços em divulgar meu conhecimento técnico na área para conscientizar e alertar a todos/as sobre isso. Com certeza meu voto e de muitas pessoas do meu conhecimento jamais será para qualquer candidato e/ou partido que apoiar essa reforma proposta. Lembro a Vs.Sas.