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18/04/2017 - 18h28

Rodrigo Maia condena tentativa de invasão da Câmara

Durante protesto contra a reforma da Previdência, um grupo de manifestantes ligados à União dos Policiais do Brasil forçou a entrada na Câmara, quebrando vidros

Luis Macedo/Câmara dos Deputados
Manifestação de Policiais Civis de todo o país contra a reforma da previdência
Manifestação de policiais em frente ao Congresso Nacional

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, condenou a tentativa de invasão na tarde desta terça-feira (18), durante manifestação da União de Policiais do Brasil, entidade que reúne sindicatos e associações de várias categorias da segurança pública.

Com apoio de centrais sindicais, eles protestavam contra a reforma da Previdência (PEC 287/16). O parecer deve ser apresentado hoje na comissão especial que discute a proposta. 

Durante o protesto dos policiais, foram quebrados vidros de uma das entradas da Câmara. Para Maia, a tentativa de invasão prejudica a imagem da polícia perante a sociedade.

“Se chegamos a esse ponto em que a polícia quebra o patrimônio público, invade o Parlamento sem necessidade, qual a sinalização que vamos dar ao cidadão? Que a gente tem uma polícia que, em vez de defender, ataca? Essa sinalização é ruim para a corporação”, criticou.

O presidente da Câmara avaliou que a atitude dos policiais não foi correta por tentar intimidar os parlamentares. “Vamos continuar debatendo e dialogando, mas não precisa quebrar o patrimônio público. Vamos manter o diálogo com quem quer o diálogo”, disse, que pretende começar a votação em Plenário já no dia 8 de maio. 

Reivindicação
Alguns invasores foram detidos, mas ainda não tiveram os nomes divulgados. De acordo com o deputado Major Olímpio (SD-SP), uma pessoa foi conduzida para o Departamento de Polícia Legislativa da Câmara, mas não ficou comprovada a participação na depredação dos vidros.

“Alguns milhares de policiais, da forma mais justa e legítima, estavam posicionados no gramado, fazendo uma manifestação. Algumas lideranças quiseram entrar para protocolar um pedido de afastamento do relator”, afirmou Major Olímpio.

Vice-líder do DEM, o deputado Pauderney Avelino (AM) criticou o protesto. Para ele, é preciso dialogar e buscar um entendimento. “Foi uma baderna. O protesto foi lamentável. Acho que é legítimo, é democrático, mas não dessa forma. Se for feito o diálogo, podemos chegar a entendimentos, como estamos chegando a [outros] entendimentos.”

O líder da Minoria na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), afirmou que o ambiente de radicalização política é de responsabilidade do governo federal. “O governo está levando o País para a radicalização e a convulsão social, pois quer fazer a reforma na marra. O trabalhador, seja da Polícia Civil ou de outra categoria, está tendo seu direito suprimido. Vai fazer o quê? Vai lutar, e aí começa o conflito”, disse.

Trabalhos mantidos
Alguns deputados rejeitaram a manutenção da sessão plenária desta terça-feira. “É preciso suspender a sessão diante do enfrentamento desnecessário que ocorreu. A Câmara não pode objetar a entrada de ninguém da sociedade”, afirmou Bebeto (PSB-BA).

Íntegra da proposta:

Reportagem - Luiz Gustavo Xavier
Edição - Ralph Machado

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Comentários

Erasmo Neto | 20/04/2017 - 08h36
Governo que nós elegemos,no regime atual elegemos o vice na mesma chapa.Além dos deputados e senadores.Quando o governo eleito só se preocupa em atender grupos,os indivíduos são esquecidos.Ex:A segurança publica é de conhecimento publico como ineficiente,nós do povo;quando prejudicados somos indenizados pelo Estado?O povo conhece as organizações funcionais e as atitudes individuais através dos comportamentos dos seus membros.Falta de entendimento da realidade presente,construída por todos nós.Mensagens nas ruas,vocês não nos representam,indiretamente o povo inclui os concursados.
Antonio Sérgio Socolowski | 19/04/2017 - 15h15
Quando um governo não eleito, sem qq discussão com a sociedade, tenta enfiar goela abaixo do povo medidas que representam retrocesso histórico, não resta outra coisa a fazer senão lutar em defesa de seus direitos ameaçados. Além disso,conforme abundante demonstrações, o governo desvia recursos da previdência,contrariando a CF/88.
Erasmo Neto | 19/04/2017 - 09h03
Quem vai pagar os consertos do ambiente invadido?As centrais sindicais e as associações ou isso vai ser dilucido para os mais pobres pagarem sem perceber?O congresso é a casa dos representantes do povo,jamais a casa do povo no regime atual.A ética indica fazer o bem, os códigos determinam a moral a ser seguida nas atitudes individuais diante da sociedade.Quando os códigos,não são respeitados entramos sem perceber no conceito de mafia.Respeitar para ser respeitado,principio basico do processo civilizatório,contrario o processo de manada emocional destrutivo.