18/10/2016 - 20h52

Sindicalistas defendem mudanças na economia para reduzir desemprego

Alex Ferreira / Câmara dos Deputados
Audiência pública extraordinária sobre a crise do desemprego e a garantia dos direitos dos trabalhadores
Para debatedores, a atual política econômica não é capaz de retomar postos de trabalho

Sugestões para reduzir as altas taxas de desemprego no Brasil e proteger os direitos dos empregados foram debatidas nesta terça-feira (18) por representantes de sindicatos em audiência pública da Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados.

O secretário-geral da Nova Central Sindical dos Trabalhadores, Moacyr Roberto Tesch, reforçou que são necessárias medidas para reduzir o número de desempregados, que já superou 12 milhões.

"Nós temos que atuar efetivamente para retomar os postos de trabalho, e o Brasil está fazendo o inverso. Nós estamos precarizando as condições de trabalho ao invés de melhorarmos. Antes de fazer toda essa discussão de flexibilização, o negociado sobre o legislado, deveríamos discutir a questão da garantia do emprego e do direito à negociação no serviço público", afirmou.

Consumo
Na avaliação do deputado Vicentinho (PT-SP), autor do requerimento para realização do debate, o desemprego é uma das faces do capitalismo e ocorre de maneira cíclica, mas desta vez veio em conjunto com outras crises, agravando ainda mais o problema.

Vicentinho defendeu investimentos na criação de empregos como forma de driblar a crise atual. "Como é que se aumenta a taxa de juros e se reduz os gastos? Isso não vai dar em crescimento. O ideal seria gastar para gerar emprego, para produzir, e praticar juros baixos para continuar facilitando financiamento, compras", sugeriu.

Já o presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, Adilson Araújo, lembrou que os índices de desemprego não estão diminuindo, o que, em sua opinião,é resultado "de uma política econômica equivocada".

Reportagem - Karla Alessandra
Edição - Rosalva Nunes

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