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15/12/2015 - 23h19

Congresso mantém veto à desaposentação

Ananda Borges/Câmara dos Deputados
Sessão do Congresso Nacional para a análise e votação de vetos presidenciais.
Sessão conjunta da Câmara e do Senado analisou vetos presidenciais a cinco propostas

O Plenário do Congresso Nacional manteve nesta terça-feira (15) todos os vetos da presidente Dilma Rousseff a cinco projetos de lei ou medidas provisórias, inclusive o mais polêmico deles, sobre desaposentação.

Votado separadamente pelo painel eletrônico, o veto à desaposentação foi mantido por insuficiência de votos na Câmara dos Deputados. Houve apenas 181 votos contrários (eram necessários 257) e outros 104 a favor do veto. Devido ao resultado, o veto não precisou ser votado pelo Senado.

O mecanismo vetado permitiria o recálculo da aposentadoria após a pessoa ter continuado a trabalhar depois de se aposentar.

A matéria foi introduzida pela Câmara na Medida Provisória 676/15 quando de sua tramitação na Casa. O tema original da medida é a nova regra conhecida como 85/95. Por essa regra, quem tiver a soma de idade e de tempo de contribuição igual a 85 (mulher) ou 95 (homem) poderá se aposentar com salário integral até 2018. A MP foi transformada na Lei 13.183/15.

O sistema é uma alternativa ao fator previdenciário, uma fórmula que diminui a aposentadoria no Regime Geral da Previdência Social se a pessoa se aposentar mais cedo.

Causa na Justiça
No caso da desaposentação, o governo argumenta que ela “contraria os pilares do sistema previdenciário brasileiro, cujo financiamento é intergeracional e adota o regime de repartição simples”.

Como o fator previdenciário diminui o salário, se a pessoa continuar a trabalhar e a contribuir com a previdência, acumulará mais período de contribuição ao mesmo tempo em que recebe aposentadoria. O mecanismo da desaposentação permitiria a contagem do tempo total para aumentar os proventos.

Desde 2003, o Supremo Tribunal Federal (STF) está com o julgamento parado de um recurso sobre o tema. Até o momento, a decisão está empatada, com dois ministros favoráveis ao mecanismo e outros dois contrários.

Dados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) indicam que, em agosto de 2014, havia cerca de 70 mil ações na Justiça pedindo a desaposentação, com um custo estimado pelo governo, também em números da época, de cerca de R$ 50 bilhões.

Reportagem – Eduardo Piovesan
Edição – Pierre Triboli

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Comentários

Joao Pessoa | 19/12/2015 - 18h08
Lava-Jato neles !!!! Quer dizer que continuar contribuindo para previdência depois de atingido o tempo para se aposentar pode, agora contar esse tempo extra para melhorar minha aposentadoria a Sra. presidenta VETA ???? Dilma, vc é uma vergonha para seus eleitores !!!! Graças a Deus eu não votei em vc !!!
Valdinei Feitosa dos Santos | 17/12/2015 - 13h26
Sugestão: Que deputados e senadores tenham o mesmo tratamento quando de suas aposentadorias, pelas mesmas regras da Previdência Social destinadas aos trabalhadores. Que os parlamentares não tenham mais privilégios nesta questão; que não tenham mais direito a imunidade – uma forma de fugir das responsabilidades criminais! A desaposentação poderia representar mais dinheiro na economia. É o Brasil na lama...
Gilberto | 16/12/2015 - 19h52
E para coroar, aprovam a repatriação do dinheiro que as pessoas "honestas" mantém no exterior! Isso sim é lavagem de dinheiro! Agora, legalizada. Regina, você ainda tinha esperança em algum desses caras? Só pensam em si mesmos, em cargos.