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27/06/2012 - 19h40

Relatora inclui 16 direitos em PEC sobre trabalho doméstico

Arquivo/ Larissa Ponce
Benedita da Silva
Benedita da Silva preferiu não excluir artigo da Constituição por temor de reduzir conquistas.

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 478/10, que aumenta os direitos trabalhistas dos empregados domésticos, está pronta para ser votada na Comissão Especial sobre Igualdade de Direitos Trabalhistas, que analisa o tema. A relatora, deputada Benedita da Silva (PT-RJ) decidiu acrescentar 16 direitos para a categoria, entre eles Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), remuneração do trabalho noturno superior ao diurno, jornada de 44 horas semanais, hora extra, salário-família e igualdade de direitos entre trabalhador com vínculo e avulso.

A relatora informou que não concorda em simplesmente excluir da Constituição o parágrafo que diferencia a categoria dos demais trabalhadores, garantindo aos domésticos apenas 9 dos 33 direitos trabalhistas. Ela optou por acrescentar os direitos por temor de que, ao excluir o parágrafo da Constituição, acabasse por retirar as conquistas já asseguradas.

Negociações
Alguns direitos trabalhistas garantidos pela Constituição não são aplicáveis aos trabalhadores domésticos. Benedita explicou que os que foram acrescentados passaram por negociações com a categoria e com o governo, principalmente em função do impacto na Previdência Social. “Ouvimos aproximadamente 20 pessoas com expertise, o sindicato das trabalhadoras domésticas, governo, sociedade civil e juízes para chegar a essa conclusão. Devemos ampliar esses direitos”, disse Benedita.

Quanto ao risco de aumento da informalidade ou do desemprego para os domésticos, a relatora afirmou que as obrigações não serão só do empregador. “É também do empregado e do governo, porque o que o governo deverá apresentar uma regulamentação sobre essa ampliação”, disse.

Para que os cerca de 7,2 milhões de trabalhadores domésticos tenham os mesmos direitos trabalhistas dos demais trabalhadores, é preciso que a PEC seja aprovada na comissão especial, depois passe por duas votações no Plenário da Câmara, com no mínimo 308 votos favoráveis, em cada uma delas. Após isso segue para o Senado, também para votação em dois turnos.

Íntegra da proposta:

Reportagem - Marise Lugullo/Rádio Câmara
Edição – Maria Clarice Dias

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Comentários

João NN Jr | 04/07/2012 - 18h21
A maioria dos políticos esquecem que dão o bônus; e o ônus cairá nas costas de quem a doméstica é GASTO: o patrão! Querem fazer uma 'revolução' socialista com os bolsos dos outro. Resumindo:vão encarecer a mão de obra doméstica. Resumindo, parte 2, vai diminuir o emprego.
ABraga da Silva | 04/07/2012 - 14h37
Vamos ver se também com os direitos, vem as obrigações. Coisa que está cada vez mais rara. Vejo muitos profissionais com exigências, mas pouca qualificação/capacitação, pouco compromisso com o trabalho, honestidade zero, pontualidade inexistente, baixa postura e seriedade no trabalho. Vamos ter PEC para serem votadas as qualificações e competências para a função? Doméstica que passa mais ou menos, cozinha mal, limpa de qualquer jeito, vai receber só a metade do direito?
robson arcanjo | 03/07/2012 - 22h34
nada mais justo igualdade de direito para todos trabalhadores sou motorista particular trabalho a 15 anos e nao tenho direito a nada, estou querendo deixar essa profissao. Porque nem holerite tenho, sendo assim vigorando essa lei, vou ter direito ao FGTS, por isso ninguém quer trabalhar como profissional domèstico, com essa lei vou trablahar com mais otimismo para melhoria da minha vida e da minha familia. Imaginem quanto tempo perdi trablahndo sem o FGTS. Vamos aprovar essa lei que nada mais justa para nós povo brasileiros, sofridos que não temos nenhum beneficio.